
Cadeira nº 40
Mário de Andrade
Mário Raul Morais de Andrade (poeta, escritor, musicólogo, crítico,
jornalista e professor) nasceu em São Paulo em 9 de outubro de 1893 e
faleceu na mesma cidade em 25 de fevereiro de 1945. Fez estudos
secundários no Ginásio do Carmo; em 1911, matriculou-se no
Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, nos cursos de piano
e canto, formando-se em piano em 1917, ano em que publicou os
primeiros ensaios de crítica de arte, em jornais e revistas, e seu primeiro
livro Há uma gota de sangue em cada poema. Em 1922, tornou-se
professor de história da música e de estética musical do Conservatório
e publicou Paulicéia desvairada.
Dois anos depois, assumiu a cátedra de história da musica e de piano.
Voltou-se para a música com uma série de obras em que fixou as bases
teóricas para a formação de uma consciência musical brasileira. Foi o
sistematizador dos estudos musicológicos no Brasil com o Ensaio
sobre a música brasileira (São Paulo, 1928). Publicou um ano depois
o Compêndio de história da música (São Paulo, 1929), reescrito
posteriormente com o nome de Pequena história da música (São
Paulo, 1942) e a seguir Modinhas imperiais (São Paulo, 1930). Em
Música, doce música (São Paulo, 1933), reuniu escritos, conferências
e textos de crítica musical. Foi diretor do Departamento de Cultura da
Prefeitura de São Paulo, em 1935, tendo sido o criador da Discoteca
Pública Municipal, da Orquestra Sinfônica de São Paulo, do Quarteto
Haydn, do Coral Paulistano e de um Coral Popular.
Desligou-se em 1936 para assumir, no Rio de Janeiro, a direção do
Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal, onde também
lecionava filosofia e história da arte. Publicou nesse ano A Música e a
canção populares no Brasil. Ainda em 1936, foi um dos criadores do
Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Um ano depois,
fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo e organizou
o I Congresso da Língua Nacional Cantada. Em 1939, trabalhou no
Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Retornou a São
Paulo em 1941, e tornou-se assessor técnico da seção paulista do
IPHAN e voltou a lecionar no Conservatório Dramático e Musical de
São Paulo.
Seu livro Música do Brasil, sobre estudos de história e folclore, foi
lançado nesse mesmo ano. Inúmeros trabalhos e escritos seus,
publicados em jornais e revistas, foram incorporados às suas Obras
completas, publicação iniciada em 1944, pela Livraria Martins Editora,
de São Paulo, compreendendo 20 volumes. Muitíssimos outros volumes
de textos de Mário de Andrade foram publicados após seu falecimento.
Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 40 da Academia Brasileira
de Música.
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