Patronos

Cadeira nº 36

Joaquim Antonio Barrozo Netto

Nasceu no Rio de Janeiro em 1881 e faleceu em 1941. Sob três aspectos podemos destacar a importância de Barrozo Neto na história da música no Brasil. Primeiramente, o pianista de meteórica carreira como concertista, na primeira década deste século e integrante de um trio com Humberto Milano (violino) e Alfredo Gomes (violoncelo), com os quais realizou memoráveis concertos, divulgando o repertório de música de câmara de compositores brasileiros. Professor catedrático, por concurso em 1906, do Instituto Nacional de Música, imprimiu em sua didática pianística uma seleção de repertório, que o conduziu paralelamente à composição de obras para seu instrumento, marcando o início de sua contribuição na história da criação musical no Brasil.

No catálogo de suas obras para plano, destacam-se: Minha Terra, Cachimbando, Choro e Galhofeira, além do Estudos de Concerto, Coriscos, Movimento perpétuo, Rapsódia guerreira, Feux Follets, Danse des fantoches e Variações sobre um tema original. No setor da música vocal de câmera a Canção da Felicidade lídera a contribuição de Barrozo Netto com as canções para canto e piano: Olhos tristes - Si eu morresse amanhã - Ritornelo - A um coração - Adeus - Balada - Canção da Saudade -Laura - Órfãosinha - Saudade amiga - Trovas. O terceiro aspecto liga-se ao Canto Coral, do qual foi grande animador, estimulado pelo movimento do Canto Orfeônico, sob a liderança de Villa-Lobos, nas escolas da Prefeitura do Rio de Janeiro em 1932. Naquela ocasião tiveram lugar os memoráveis concertos do "Coral Barrozo Netto" - no Salão Leopoído Miguez da EM da Universidade do Brasil - e a apresentação, em um desses concertos, da Sulte Vozes da Floresta para côro, solistas e orquestra. Barrozo Netto foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 36 da Academia Brasileira de Música.


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