
Cadeira nº 35
Meneleu Campos
Octávio Meneleu Campos (compositor, regente e professor) nasceu em
Belém (PA) em 22 de julho de 1872 e faleceu em Niterói em 20 de
março de 1927. Iniciou seus estudos com a mãe, a pianista Adelaide da
Costa Campos. Interessou-se pelo violino, após contato com o
violinista baiano Adelino Francisco do Nascimento. Suas primeiras
composições publicadas são de 1888. Em 1891, abandonou a
Faculdade de Direito que cursava em Recife, viajando para Milão, onde
veio a freqüentar o Real Conservatório de Música. Aí estudou com
Vincenzo Ferroni. Estudou piano, violino, contraponto, canto
gregoriano, harmonia, composição e regência.
Retornou para Belém, em 1900, para assumir a diretoria do Instituto
Carlos Gomes, também estreando como regente no Teatro da Paz. Sua
atuação foi intensa: reforma curricular, promoção de concertos e
organização de uma orquestra, um quarteto e um coral. Viajou
novamente à Europa em 1903 e, em Milão, realizou concertos no Liceo
Beccaria e no Real Conservatório. Ao retornar a Belém reassumiu a
direção do Instituto até 1906, quando foi afastado. Seguiu para Milão
onde compôs a ópera Gli Eroi. Tempos depois, em Paris, realizou
audição privada da ópera e apresentou obras de câmara na Sala
Berlioz. Inaugurou em 1908, em Belém, uma escola particular de
música, onde lecionou . Um ano depois, fez apresentações em São
Paulo e no Rio de Janeiro.
Em 1913, retornou a Paris para audições. Mudou-se para Portugal, por
dois anos, chegando a lecionar nesse país. Ao retornar em 1916 a
Belém, retoma ao magistério. Como presidente do Centro Musical
Paraense e diretor do Serviço de Canto Coral do Estado, promoveu
concertos vocais sinfônicos e organizou um orfeão com alunos de
escolas primárias em Belém. Foi escolhido como Patrono da Cadeira n.
35 da Academia Brasileira de Música.
Obras principais
Ópera: Il Salvocondutto (1899); Gli Eroi (1904-1907).
Música orquestral; Sinfonia em lá maior (1898); Suite brasileira (1901);
Tango (1897); Marcha nupcial (1902); Prelúdio em ré maior (1893);
Miniaturas.
Música de câmara: Quarteto em sol maior (1899); Quarteto em lá
maior (1899); Quarteto em ré maior (1901); Quarteto em mi maior
(1901-1902).
Música instrumental: Adorée (1915); Grafira (1888); Miniatura (1898);
Pétalas esparsas (1888); Snowflakes (1921); Tendrement (1913).
Música vocal: Alla Mamma! (1908); O Baile na flor (1899); Canto
noturno (1899); Infiniment (1913); Perchè (1901); Hinos das
normalistas (1903); Marcha infantil (1925); Nella mia barca (1901);
Romanzetta (1903).
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