
Cadeira nº 32
Francisco Braga
Antônio Francisco Braga (compositor, regente e professor) nasceu no
Rio de Janeiro em 15 de abril de 1868 e faleceu na mesma cidade em
14 de março de 1945. Começou seu estudos musicais no Asilo dos
Meninos Desvalidos, em 1876. Ingressou no Conservatório de Música,
mas não ficou por muito tempo, tornando-se o responsável pela Banda
do Asilo. Em 1886, concluiu seu curso de clarineta com Antônio Luís
de Moura, tendo também sido aluno de Carlos de Mesquita (harmonia
e contraponto). No ano seguinte, estreou Fantasia, no primeiro dos
concertos da Sociedade de Concertos Populares. Em 1888, foi
nomeado professor de música do Asilo. Ao classificar-se entre os
quatro primeiros colocados no concurso para a escolha do novo Hino
Nacional, obteve bolsa para estudar na Europa.
Viajou para Paris, e foi o primeiro classificado no concurso para
admissão no Conservatório de Música, onde estudou com Jules
Massenet (composição). Em 1895, apresentou na Sala dHarcourt
concerto com obras suas e de outros compositores brasileiros. Fez
vários concertos no Brasil, para onde retornou em 1900. Foi nomeado,
dois anos depois, professor de contraponto, fuga e composição do
Instituto Nacional de Música e, em 1908, professor de música do
Instituto Profissional Masculino e professor e instrutor das bandas de
música do Corpo de Marinheiros e Regimento Naval.
Seu poema sinfônico Insônia foi apresentado em primeira audição na
inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1909. Foi o
regente na inauguração da Sociedade de Concertos Sinfônicos, em
1912, sociedade da qual foi diretor artístico. Ganhou do governo
francês a comenda da Legião de Honra, no grau de cavaleiro, em 1931.
Em 1937 foi criada a Sociedade Propagadora da Música Sinfônica
(Sociedade Pró-Música), da qual foi Presidente Perpétuo. Foi fundador
e primeiro presidente do Sindicato dos Músicos. É autor de grande
quantidade de hinos patrióticos, dos quais o mais popular é o Hino à
Bandeira. Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 32 da Academia
Brasileira de Música.
Obras principais
Óperas: Jupira, 1898; Anita Garibaldi, 1912-1922.
Episódio lírico: A Pastoral, 1903.
Música incidental: O Contratador de diamantes, 1905.
Música orquestral: Cauchemar, 1895; Marabá, 1898; Insônia, 1908.
Hinos: Hino à Bandeira Nacional, 1906; Hino à juventude brasileira,
s.d.; Hino à paz, s.d.
|