
Cadeira nº 28
Ernesto Nazareth
Ernesto Júlio Nazareth (compositor e pianista) nasceu no Rio de Janeiro
(RJ) em 20 de março de 1863 e faleceu na mesma cidade em 4 de
fevereiro de 1934. Sua iniciação no piano foi com sua mãe, a pianista
Carolina Augusta Pereira da Cunha. Posteriormente, estudou com
Eduardo Madeira e com Lucien Lambert. Quatro anos mais tarde,
compôs sua primeira música, a polca-lundu Você bem sabe. Tornou-se
profissional do piano, compondo e editando diversas obras. Com
Brejeiro, se torna o grande fixador do tango brasileiro. Em 1898, dá
seu primeiro concerto no salão nobre da Intendência de Guerra. Atuou,
em 1917, como pianista na sala de espera do Cine Odeon, para o qual
compôs o tango Odeon. Em 1919, empregou-se na Casa Carlos
Gomes, onde executava ao piano as partituras solicitadas pelos
fregueses interessados em comprá-las.
No ano seguinte compôs, episodicamente, alguns fox-trots, sambas e
marchas carnavalescas, então em voga. Fez uma audição de peças suas
no Instituto Nacional de Música, em 1922, a convite de Luciano Gallet.
Quatro anos depois, assistiu à conferência de Mário de Andrade sobre
sua obra, na Sociedade de Cultura Artística de São Paulo. Estes dois
eventos marcam a definitiva aceitação de Nazareth como compositor de
escola. Nessa época, tocou no salão do Conservatório Dramático e
Musical de Campinas (SP). Tocou na inauguração da Rádio Sociedade
do Rio de Janeiro (atual Rádio MEC). Em 1930, gravou, para a
gravadora Odeon, disco onde aparecia o tango Escovado e a polca
Apanhei-te, cavaquinho, com a denominação de choro.
Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 28 da Academia Brasileira
de Música.
Algumas obras
Adieu, 1898; Adorável,; Alaor Prata, 1924; Apanhei-te, 1915; Até que
enfim; Atrevido, 1912; Brejeira; Dor secreta; Dengoso, 1912; Fado
brasileiro, 1925-1930; Exuberante, 1930.
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