
Cadeira nº 23
Leopoldo Miguéz
Miguéz era fluminense de Niterói, onde nasceu a 9 de
setembro de 1850. Aos 32 anos viajou para a Europa por sua conta a fim de aperfeiçoar-se.
Regressou ao Brasil convertido ao credo wagneriano e a princípio destacou-se como
regente. Era um ativo republicano e é de sua autoria o Hino à Proclamação da
República, que não chegou a ser o hino nacional por esclarecida decisão do marechal
Deodoro. Mas o velho Conservatório de Francisco Manuel já há muito necessitava
remodelação e, dois meses depois do 15 de novembro, era criado o Instituto Nacional de
Música, sendo Leopoldo Miguéz nomeado seu diretor. Ao comentar a música de Miguéz,
recordo os poemas sinfônicos Parisina e Prometeu, a ópera Os Saldunes,
a Sinfonia em Si bemol e as peças de câmara: Quarteto para piano e cordas,
o Quinteto para piano e cordas, a Sonata para violino e piano e o Allegro
appassionato, para piano solo. Foi um músico competente, excelente organizador, mas
faleceu cedo, aos 52 anos apenas. Foi sobretudo o grande continuador de Francisco Manuel e
o renovador do ensino da música no Brasil no início do século XX.
Obras principais
Música dramática: Pelo amor!; I Salduni (Os Saldunes).
Música orquestral: Sinfonia em sol bemol (1882); Parisiana (1888); Ave libertas (1890);
Prometheus (1891); Marcha elegíaca a Camões (1880). Marcha nupcial (1876); Hino à
Proclamação da República (1890).
Música de câmara: Silvia; Suite à lantique (1893); Trio;
Música Instrumental: Allegro appassionato; Noturno; Reina a paz em Varsóvia; Concerto
para contrabaixo e piano.
Música vocal: Branca aurora; Le Palmier du Brésil; A Instrução.
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