Patronos

Cadeira nº 21

Manoel Joaquim de Macedo

Manoel Joaquim de Macedo é um compositor e violinista completamente esquecido, mas que também teve a sua hora e a sua vez no fim do século XIX, tanto que Villa-Lobos, em 1946, fez questão de escolhê-lo como um dos patronos da Academia. Nascido em Cantagalo (RJ), em 1847, aperfeiçoou-se no violino e em composição no Conservatório de Bruxelas, onde teve mestres ilustres como os violinistas Vieuxtemps e Joachim, graduando-se com medalha de ouro. Foi spalla da orquestra do Covent Garden, de Londres, o que comprova sua alta qualidade como violinista. Regressou ao Brasil em 1871 e foi logo nomeado mestre da Capela Imperial por D. Pedro II, onde apresentou a opereta Antonieta da Silva, com libreto de seu ilustre tio, o romancista Manuel de Macedo.

Em 1883, transferiu-se para Cataguazes (MG), onde intensificou sua produção como compositor. Passou depois longa temporada na Bélgica, com bolsa de estudos. Nepomuceno regeu em Bruxelas trechos da citada obra, em 1910, com bastante agrado. É autor da ópera Tiradentes (apresentada em forma de oratório, em Belo Horizonte, em 1986) de oito concertos para violino e orquestra, o poema sinfônico Floriano Peixoto, música de câmara, canções, etc. Faleceu em Cataguazes em 1925.

Obras principais
Música dramática: Tiradentes (ópera); Antonica da Silva (opereta).
Música orquestral: A Floriano Peixoto a Pátria (poema sinfônico).
Música instrumental: Barcarolle; Un jour de printemps; Le Poète; Romance; Sonata; Le Ruisseau; Romance.


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