
Cadeira nº 18
Arthur Napoleão
Artur Napoleão dos Santos nasceu no Porto (Portugal) em
6 de março de 1843 e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1925. Menino prodígio
(seu primeiro recital de piano aconteceu aos sete anos), viajou pela Europa e também pela
América, merecendo elogios de grandes personalidades musicais. O pai do famoso escritor
Arthur Azevedo, David Azevedo, deu o nome Artur ao filho pois ficara impressionado com a
virtuosidade do então pequeno pianista. Sua carreira não se limitou à de solista, sendo
importante sua atuação como camerista, atuando em duo com dois dos maiores violinistas
de todos os tempos: Henri Vieuxtemps e Henryk Wieniawski.
Depois de muitas viagens fixou-se definitivamente no Rio
de Janeiro em 1866. Na capital do país torna-se comerciante de instrumentos e partituras
criando a famosa Casa Artur Napoleão que, no papel de editora, muito incentivou e
propagou a música brasileira durante décadas. Continuou a atuar como pianista
concertista e camerísta, destacando-se o duo formado com o violinista cubano Joseph
White. Atuando como professor, teve entre seus alunos Chiquinha Gonzaga. Seus estudos para
piano baseados nos de Cramer (1771-1858) formam a parte mais importante de sua obra.
Fundou também em 1883 uma Sociedade de Concertos Clássicos no Rio de Janeiro. Sua obra
composicional é praticamente dedicada ao piano.
Obras principais
Música orquestral: Camões (orquestra e banda); LAfricaine (piano e orquestra);
Hino do Acre; Hino do Espírito Santo.
Música instrumental: A Brasileira (piano); A Caprichosa (piano); Elvira (piano); A
Fluminense (piano); Uma Primeira impressão do Brasil (piano); Soirée de Rio (piano);
Soirées intimes (piano); Teus olhos (piano).
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