
Cadeira nº 13
José Amat
Espanhol de figura lendária, teve vida aventurosa, desempenhou papel
importante no Rio de Janeiro em meados do século XIX e desapareceu sem deixar vestígios.
José Zapata y Amat, conhecido como Don José Amat em nosso país, nasceu na Espanha em
local e data desconhecidos. Teria vindo para o Rio de Janeiro em 1848, fugindo de
perseguições políticas. Tinha boa formação musical e aqui ensinou canto e
composição. Escreveu canções sobre versos de vários poetas brasileiros, inclusive
Gonçalves Dias (Minha terra tem palmeiras e A canção exílio), além de
um álbum intitulado Les nuits brésiliennes. Em março de 1857 era fundada no Rio
de Janeiro a Imperial Academia de Música e Ópera Nacional e D.José foi seu gerente e
administrador. Um dos objetivos era encenar óperas cantadas em português, mas a
companhia só durou três anos. Foi criada logo após a Ópera Lírica Nacional, que
também se dissolveu dois anos depois, em 1862. D.José era seu diretor e também encenou
óperas estrangeiras. Em 1864, ele teria ido à Europa buscar meios de reforçar aquele
empreendimento artístico, mas não se ouviu falar mais nele. D.José Amat foi autor de
peças para piano solo e canções e era personalidade muito estimada na capital imperial,
embora tenha vivido menos de sete anos no Brasil.
Obras
Como eu te amo (polca); Já brilhou a aurora (polca); A Louca (romance); Meu
anjo, escuta; Mirzalina; O que dizem minhas flores; Promessas de amor; A Rosa murcha
(canto e piano); A separação; Sobre a vaga; Uma Visão; Voz íntima
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