
Cadeira nº 02
Luiz Álvares Pinto
Já em 07/03/1854,
Luiz Álvares Pinto mereceu uma notícia biográfica no Diário de Pernambuco, escrita por
Joaquim Mello. O Dicionário Biográfico de Pernambucanos Célebres, de Pereira da
Costa (Recife: Typ. Universal, 1882) também se refere ao músico pernambucano. Mas foi o
Padre Jaime Diniz (membro da Academia Brasileira de Música, cadeira Nº 27, Vincenzo
Cernicchiaro) quem divulgou o nome de Luiz Álvares Pinto, através de estudos
musicológicos (veja, DINIZ, Jaime., Músicos Pernambucanos do Passado, 1969, Tomo
I : 43-100) e da execução e gravação de seu Te Deum laudamus (localizada
em 1967 pelo musicólogo, num arquivo particular). A primeira execução moderna do Te
Deum se deu em 1968, no IV Festival de Música de Curitiba, sob a direção de Jaime
Diniz. Luiz Álvares Pinto nasceu no Recife, em 1719, sendo um dos primeiros brasileiros a
estudar música na Europa (Lisboa).
De volta a Pernambuco, terminou seu tratado Arte de
Solfejar em 1761. Este manuscrito se encontra na Biblioteca Nacional de Lisboa. O
tratado foi publicado pelo Pe. Jaime Diniz com um importante estudo preliminar sobre o
compositor e a obra (Recife: Secretaria de Educação e Cultura do Estado de
Pernambuco/FUNARTE, 1977). Esta foi a segunda obra teórica sobre música escrita no
Brasil (a primeira foi a do Padre Caetano de Melo Jesus, em 1759/60). Luiz Álvares Pinto
foi Mestre de Capela da Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Livramento e,
provavelmente, da Igreja de São Pedro dos Clérigos, ambas em Recife. Nesta última
Igreja em 1788 ou pouco antes) foi fundada a Irmandade de Santa Cecília cujo primeiro
Juiz foi o sargento-mor Luiz Álvares Pinto. Além de músico foi poeta (autor da comédia
em versos Amor mal correspondido), pintor e pedagogo. Das inúmeras obras musicais
citadas pelos estudiosos só chegaram aos nossos dias o referido Te Deum e um Salve
Regina (para três vozes mistas, dois violinos e basso). Luiz Álvares Pinto
morreu no Recife em 1789.
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