
Cadeira nº 01
José de Anchieta
José de Anchieta nasceu nas ilhas Canárias, em 1534. O jovem
missionário da Companhia de Jesus, com 19 anos de idade, ao chegar ao Brasil, dedicou-se
à catequese, usando, como recurso pedagógico, o teatro e a música. Pode ser apontado
como o precursor da Educação Musical e do Teatro, no Brasil. Por esta razão,
Villa-Lobos escolheu seu nome como o patrono da cadeira Nº 1 da Academia Brasileira de
Música, da qual era o fundador. Poeta e dramaturgo, Anchieta escrevia seus textos em
latim, português, espanhol e tupi. Foi autor de uma gramática da língua geral, podendo,
por isso, ser considerado, também, o precursor da lingüística em nosso país. Seus
textos nos informam acerca da fauna, da flora e do povo da nova terra. Seus sermões e
biografias de padres jesuítas foram outras contribuições deste ilustre religioso,
pedagogo, artista e cientista dos primórdios de nossa história.
Em 1563, Anchieta, em sua missão de negociar com os tamoios confederados contra os
portugueses, tornou-se refém dos índios, ocasião em que compôs, em latim, um poema
dedicado à Virgem, segundo a tradição, nas areias da praia de Iperoigue (Ubatuba, SP).
Posteriormente esse poema teria sido reproduzido no papel. Villa-Lobos usou parte do texto
(Beata Virgine) em sua 10ª Sinfonia, uma "sinfonia ameríndia com
coros", intitulada Sumé pater patrium, escrita em 1952 para comemorar o IV
Centenário da cidade de São Paulo. Anchieta morreu em 1597, em Reritiba, hoje Anchieta,
Espírito Santo.
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