Poeticus
Obras para orquestra

Jorge Antunes

ABM Digital

Por R$ 20,00

Poeticus - Obras para orquestra
Obras de Jorge Antunes

Trilha
Músicas
Duração
01
Tartinia MCMLXX - para violino e orquestra/for violin and orchestra (1970)
Orchestre Philharmonique de l'ORTF (França)
Solista/Solist: Devih Erlih | Regente/Conductor: Jorge Antunes
16:28
02

Poetica - para orquestra sinfônica/for symphonic orchestra (1971)
Orquestra Sinfonia Cultura (Brasil) | Regente/Conductor: Lutero Rodrigues
13:41
03
Idiosynchronie - para orquestra de câmara e instrumentos amplificados com altofalante móvel/for chamber orchestra and amplified instruments with moveable speaker (1972)
Lódz Philharmonic Orchestra (Polônia) | Regente/Conductor: Jorge Antunes
23:08
04
Poetica II - para orquestra de cordas/for string orchestra (1974)
Orchestre de Radio France Lille (França) | Regente/Conductor: Jorge Antunes
18:19

Tempo total 72:00
FICHA TÉCNICA

Produção executiva: Valéria Peixoto
Projeto Gráfico:
Juliana Nunes
Versão em inglês:
Sally Haddad
Foto da Capa:
Jorge Antunes

Neste disco, a Academia Brasileira de Música traz ao público algumas das obras de Jorge Antunes, escritas para orquestra - uma delas com solista - que foram compostas num dos períodos mais férteis do inquieto compositor: o período em que Antunes viveu em auto-exílio no exterior. Eram os “anos de chumbo” no Brasil.

As faixas

Tartinia MCMLXX
para violino e orquestra

Esta obra, para violino e orquestra, foi escrita em 1970, em Buenos Aires, quando Antunes era bolsista do Instituto Torcuato Di Tella. A obra foi composta em homenagem ao 200º aniversário da morte de Giuseppe Tartini, comemorado naquele ano, e é toda estruturada e inspirada em temas musicais e pesquisas acústicas empíricas do famoso compositor e violinista.

Poética
para orquestra sinfônica

Essa obra para orquestra sinfônica foi composta em Paris, no final de 1971, especialmente para um concurso de composição promovido no Rio de Janeiro pela Secretaria de Cultura: o Prêmio Independência do Brasil. A obra de Antunes recebeu o primeiro lugar no concurso, empatado com Guerra-Peixe. A premiação ex-aequo de Poetica foi dividida com Museu da Inconfidência, de Guerra-Peixe.

Idiosynchronie
para orquestra de câmara e instrumentos amplificados com alto falante móvel

A obra foi escrita em 1972 por encomenda do Ministério da Cultura da França, cuja Coordenadoria de Música, à época, era dirigida por Marcel Landowsky. A obra foi composta especialmente para o Ensemble Contemporain dirigido pelo maestro sérvio Konstantin Simonovitch. A orquestra, de formação inusitada é, assim, exatamente aquela do grupo francês: 4 flautas, 3 clarinetes, 2 fagotes, 4 trompas, 4 trombones, uma tuba, 4 percussionistas e apenas 4 instrumentos de cordas: 2 violoncelos e 2 contrabaixos.

Poetica II
para orquestra de cordas

Antunes escreveu essa obra em 1974 por encomenda da ORTF (Organisation Radio-Television Française), atual Radio France. Ainda em busca de uma linguagem musical própria, nessa peça o compositor adota o mesmo critério que usara na obra intitulada Poetica, escrita para grande orquestra em 1971.

Antunes usa um método de composição construtivista, costurando sintaticamente momentos musicais previamente elaborados cujas características já haviam sido testadas com sucesso em obras anteriores. O título da obra tem a ver com esse propósito: uma poética pessoal, consolidada através de um discurso musical com elementos sonoro-musicais cheios de expressividade e dramaticidade.