Guerra-Peixe Por R$ 20,00 |
||
Guerra-Peixe Obras de Guerra-Peixe |
||
Trilha |
Músicas
|
Duração
|
01 02 03 |
Sonata nº 2 (1967) Vivace Largo Allegro |
08:48 07:16 08:55 |
04 05 06 |
Sonatina nº 2 (1969) Allegro moderato Andante Allegro moderato (come valsa) |
05:05 03:57 02:58 |
07 08 09 |
Sonata nº 1 (1950) Allegro moderato Larghetto Allegro |
09:15 05:10 03:42 |
10 11 12 |
Sonatina nº 1 (1951) Allegro moderato Andante Allegro |
04:54 04:58 03:30 |
13 14 |
Valsas (1949) Número 2 Número 3 |
04:04 03:27 |
FICHA TÉCNICA
Produtor: Guilherme Bauer |
||
Arte e Síntese Guerra-Peixe é o artista da síntese. Sua obra apresenta interseções nacionais e universais. A valsa vienense, que fora naturalizada brasileira, passa a ter, com o compositor petropolitano, uma languidez ainda mais tropical. As Sonatas e Sonatinas apresentam sugestões nacionais dos cantos de orixás, do frenesi do frevo, da marcha dos desfiles de ranchos carnavalescos, dos melismas dos aboios nordestinos ou dos ritmos dos desafios e das capoeiras, transformadas em matéria prima para obras de corte clássico europeu. É a síntese novo/velho mundo. Guerra-Peixe promove, também, a síntese do nordeste brasileiro com o interior de São Paulo, da música tradicional com a de concerto, do sacro com o profano, enfim, do telúrico com o transfigurado. Esta fusão de expressões e procedimentos, apesar de suas raízes nacionais, dá à música de Guerra-Peixe uma dimensão universal. Ela mobiliza platéias nas Américas, na Europa ou no Japão. E os intérpretes sempre encontram espaço para desenvolver sua personalidade criativa, sem precisar extrapolar os limites expressivos do compositor. Midori Maeshiro, japonesa de nascimento, mas radicada no Brasil há muitos anos, com invejável técnica pianística e com uma inteligência interpretativa da melhor cepa, também realiza primoroso trabalho de síntese. Ela empresta fina sensibilidade oriental a uma obra gerada a partir de uma consciência brasileira. Esta brasilidade original de Midori Maeshiro dá à obra de Guerra-Peixe um significado muito além do simplesmente nacional, com um resultado estético que não tem geografia nem data porque a expressão passa a ser planetária. É novamente o espírito da síntese: os dedos mágicos da pianista e a arte ecumênica do criador. Ricardo Tacuchian |
||