Fructuoso Vianna
Maria Lucia Godoy & Miguel Proença

ABM Digital/Rioarte Digital

Por R$ 20,00

Obras de Fructuoso Vianna
Maria Lucia Godoy, canto e Miguel Proença, piano

Trilha
Músicas
Duração
01
Madrigal
02:08
02
Toada nº 3
01:32
03
Sonâmbula
02:21
04
Desencanto
02:13
05
Ave Maria
02:29
06
Peregrinos
02:18
07
Modinha
02:58
08
Sem fim
01:55
09
Canção da Jamaica
01:31
10
Sabiá
01:55
11
Refrão do Mutum
00:44
12
Relíquia Apócrifa
02:05
13
Cantar Galego
02:08
14
Partir e ficar
02:15
15
Bailia
02:09
16
Vilancete
02:20
17
Canção dos olhos que choram
02:15

Tempo total 35:54

FICHA TÉCNICA

Diretor artístico e Produtor executivo: Miguel Proença
Coordenador de Produção: Eliana Fonseca
Técnico de Gravação/Edição: Otto Drechsler
Técnico de Masterização: Eduardo Monteiro
Local de Gravação: Salão Leopoldo Miguez, Escola de Música da UFRJ

 

"Era pequeno, era elegante, era discreto, não fez barulho na travessia terrestre. Deixou apenas um rastro de música apuradíssima."

Carlos Drummond de Andrade sobre Fructuoso Vianna

 


A estética nacionalista inspira vivamente o compositor - tendência nativista que, segundo os cânones hauridos em Mário de Andrade, preside à gênese de sua obra, grande pianista, que seguiu a carreira de concertista e de camerista, professor de piano e canto-coral torna- se, na criação, um mestre admirável. Melodista dos mais felizes, a harmonia que emprega, por sua vez, revela domínio superior do métier, de perfeito bom gosto e resulta em sonoridades envolventes e sutis.

Fundador da Cadeira n° 3 da Academia Brasileira de Música, Fructuoso Vianna nasceu a 6 de setembro de 1896, em Itajubá, Minas Gerais, e morreu no Rio de Janeiro a 21 de outubro de 1976. Segundo a notícia biográfica da ABM, os seus primeiros contatos com o piano foram aos oito anos. Aos quinze sua vocação pianística já estava marcada. Já no Rio de Janeiro, entra para o estabelecimento que é hoje a Escola de Música da Universidade do Rio de Janeiro, onde estuda piano com Henrique Oswald, além dos cursos que faz de matérias teóricas e começa a compor.

Através do violoncelista Newton Pádua, dá-se, em 1919, seu primeiro contato com Villa- Lobos, que pouco mais tarde o leva, na companhia de Newton e do violinista Ronchini, a executar um dos seus Trios, para o pianista Arthur Rubinstein. A aproximação com Villa-Lobos determina que Fructuoso se tome um dos participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, ao integrar conjuntos de Câmara com Paulina D'Ambrosio e Alfredo Gomes.

A partir de 1923, Fructuoso Vianna se aperfeiçoa na Europa com os mestres Arthur de Greef (antigo discípulo de Liszt), em Bruxelas e Blanche Selva, em Paris. Sua última apresentação, em público, deu-se em 1973, na Escola de Música da UFRJ, homenageado pelo Círculo de Arte Vera Janacópulos.

Em São Paulo, assumiu a cadeira de piano do Conservatório Dramático e Musical e se tornou regente do Coral Paulistano do Departamento de Cultura, onde foi companheiro de Guilherme de Almeida. Anos mais tarde, era indicado para a cadeira de Canto Coral da Escola Técnica Nacional. Em 1949, voltou a Belo Horizonte, também na qualidade de professor. E no Rio de Janeiro, seu labor no magistério foi igualmente intenso, quer ao piano, quer no preparo e na regência de coros.

A influência de Fructuoso Vianna sobre outros compositores nacionalistas é reconhecida pelos críticos especializados. Pianistas como Arnaldo Estrella, Cristina Ortiz, Miguel Proença, Roberto Szidon e Sônia Goulart, gravam sua música e a executam no exterior.