Capa da Brasiliana - Nº 22Brasiliana

Revista Brasiliana
Número 22 - Janeiro de 2006

Editor - Ricardo Tacuchian

Capa: Trio, de Carlos Oswald. Acervo do MNBA
Projeto Gráfico e Edição Gráfica: FA Editoração
Versões em Inglês: Gisele Fortes
Revisão: Regina Marques
Tiragem: 1.000 exemplares


- Editorial

Resumo dos artigos (em português e inglês) e perfil dos autores

- O Direito Autoral na "Floresta do Amazonas" de Villa-Lobos
...
Henrique Gandelman

- O Baixo Cantante do Choro: A Herança Viva da Tradição Colonial Brasileira?
... Edilson V. de Lima

- Morte em Belém
... Elizete Higino

- Edino Krieger, Sete Anos de Bons Serviços Prestados à ABM

- Notícias
Villa-Lobos na Finlândia
Reinauguração da sede do Museu Villa-Lobos

- Membros Correspondentes da Academia Brasileira de Música
Alberto Ginastera (1916-1983)
Robert Stevenson aos 90 anos

- Atividades dos Acadêmicos
Ernani Aguiar
Ilza Nogueira

- Em Memória
Belkiss Carneiro de Mendonça (1925-2005)

- Livros - Resenhas
Três preciosas reedições de Vasco Mariz
Renascimento de um músico
Pós-modernismo e música de concerto: uma conciliação possível?
Minimalismo em questão
Trajetória de uma orquestra na segunda metade do século XX

Início da Página


Editorial

Villa-Lobos, durante a vida, assinou vários contratos com editoras nacionais e internacionais. Algumas de suas obras foram apresentadas em versões diferentes, como é o caso do Guia Prático. A opereta Magdalena foi composta a partir de outras obras, muitas delas comprometidas com contratos com várias casas editoras. Por fim, o caso da trilha sonora do filme Green Mansions, para a qual Villa-Lobos fora contratado, gerou uma série de equívocos que, finalmente, são esclarecidos por Henrique Gandelman, um estudioso da questão autoral no Brasil. Edilson Lima faz um interessante paralelo entre o baixo cantante do choro e o baixo contínuo da música barroca e apresenta curiosos insights sobre o assunto. Por fim, Elizete Higino realiza um levantamento iconográfico dos registros na Bibioteca Nacional, feitos pelo fotógrafo italiano Felipe Augusto Fidanza, sobre a morte de Carlos Gomes, em Belém do Pará, no ano de 1896. São fotografias já amareladas pelo tempo e que recebem sua primeira publicação moderna.
Apresentamos, ainda, as seções Notícias, Membros Correspondentes da Academia Brasileira de Música, Atividades dos Acadêmicos e Resenhas de Livros.
A capa deste número é a reprodução do quadro de Carlos Oswald (Florença, 1882 - Petrópolis, 1971), intitulado Trio. Ele pertence ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes, a quem agradecemos pela autorização de sua publicação.
O nº 22 de Brasiliana é dedicado à memória de nossa querida confreira Belkiss Carneiro de Mendonça (Goiás, 1925 - Goiânia, 2005).

O Editor

Início da Página


O Direito Autoral na "Floresta do Amazonas" de Villa-Lobos
Paralelo entre a música do filme Green Mansions e Floresta do Amazonas, de Heitor Villa-Lobos. As implicações jurídicas sobre o direito autoral referente à Floresta do Amazonas..

The Copyright in "Floresta do Amazonas" by Heitor Villa-Lobos
A parallel between the soundtrack of the movie
Green Mansions and Floresta do Amazonas by Heitor Villa Lobos. The juridic implications of the copyright concerning Floresta do Amazonas.

Henrique Gandelman
Advogado especializado em direito autoral, representa a Academia Brasileira de Música nesta área. É autor, entre outras obras, de Guia básico de direitos autorais (Rio de Janeiro: O Globo, 1982), De Gutenberg à Internet: direitos autorais na era digital. (Rio de Janeiro, São Paulo: Editora Record, 1997) e O que você precisa saber sobre direitos autorais (Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 2004).

Início da Página


O Baixo Cantante do Choro: A Herança Viva da Tradição Colonial Brasileira?
O choro é definido como um gênero com múltiplas influências em sua estruturação. O baixo cantante do choro encontraria sua gênese no estilo barroco praticado em parte da música brasileira em seus primórdios.

The Basso Cantabile in Choro Music: The Living Heritage of Brazilian Colonial Tradition?
Choro is defined as a musical form of multiple influences in its structure. The Basso Cantabile in Choro would find its origins in the Baroque style practised in some of the Brazilian music in its early days.

Edilson V. de Lima
Bacharel em Composição e Regência (1992) e mestre em Musicologia (1998) pelo Instituto de Artes, UNESP. Colaborou na gravação dos CDs: André da Silva Gomes - Brasilessentia Grupo Vocal (1994), Ofertórios de André da Silva Gomes - Madrigal UNESP (1999), Compositores brasileiros, portugueses e italianos do século XVIII - Americantiga Coro e Orquestra de Câmara (2003) e Responsorios para officio da Sexta-Feira Santa - Ensemble Turicum (2004). Dirigiu e produziu o CD Modinhas de amor - Grupo Lira d´Ofeo (2004). Colaborou nas publicações: A arte explicada de contraponto de André da Silva Gomes (1998), Música Sacra Paulista (1999) e Música no Brasil colonial - Vol. III (2004). Publicou o livro As Modinhas do Brasil (2001). Atualmente é professor da disciplina História da Música Brasileira e coordenador do Curso de Música da Universidade Cruzeiro do Sul (SP).

Início da Página


Morte em Belém
Levantamento iconográfico da repercussão havida na imprensa local, quando noticiado o falecimento de Carlos Gomes. O material fotográfico, de autoria do italiano Felipe Augusto Fidanza, pertence ao acervo da Biblioteca Nacional, Divisão de Música e Arquivo Sonoro.

Death in Belém
An iconographic survey of the local Press repercussion when Carlos Gomes' death was announced. The photographic material by Italian Felipe Augusto Fidanza belongs to the National Library Collection, Music and Sound Archive Division.

Elizete Higino
Bibliotecária graduada pela Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro, onde realizou também o curso de pós-graduação em Indexação da Informação. Bacharel em Música - Piano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestranda em Preservação de Bens Culturais e Projetos Sociais - CPDOC / Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro. Foi a primeira brasileira selecionada, na área de música, para realizar estágio no Servicio de Partituras, Registros Audiovisuales da Biblioteca Nacional de Madrid, patrocinado pelo Ministério da Educação, Cultura e Esporte da Espanha. Organizadora do catálogo de obras Ernani Aguiar, 2005. Integra o grupo de servidores da Fundação Biblioteca Nacional.

Início da Página


Edino Krieger, Sete Anos de Bons Serviços Prestados à ABM

Em 2005 Edino Krieger terminou seu mandato de presidente da ABM e deu posse à nova diretoria eleita no dia 6 de dezembro. Krieger assumiu a Presidência da ABM, pela primeira vez, em 1998, cumprindo dois mandatos até 2001. Em 2002 o musicólogo José Maria Neves foi eleito presidente mas, infelizmente, só ficou no cargo por 11 meses, em razão de seu falecimento. O vice-presidente de então, Edino Krieger, completou o mandato até 2003. Finalmente, o ilustre compositor catarinense foi eleito para mais um mandato no biêncio 2004/5. Por mais de sete anos, portanto, a ABM foi dirigida por Krieger. O período foi um dos mais ricos de toda a história de nossa instituição, com a criação de vários projetos vitoriosos, como o do Banco de Partituras, a compra e reforma da nova sede, no centro da cidade do Rio de Janeiro, e a grande festa de comemoração dos 60 anos da instituição, entre muitas outras iniciativas. Krieger dirigiu a ABM com competência, serenidade, transparência e imparcialidade. Apesar de viver um momento dos mais relevantes de sua carreira, como compositor e como administrador cultural, o grande músico brasileiro demonstrou profundo espírito de envolvimento à causa da música clássica no país, doando seu precioso tempo à administração da Casa de Villa-Lobos, não só à frente dos projetos de impacto da ABM mas, principalmente, resolvendo questões menos charmosas do dia-a-dia da instituição e sua relação com órgãos burocráticos do governo.
Portanto os acadêmicos têm uma dívida de gratidão com Krieger, por mais esse serviço que ele prestou à nossa comunidade musical. Certamente seu exemplo e seus conselhos continuarão a inspirar as próximas diretorias. Na primeira reunião da nova Diretoria, no dia 2 de janeiro de 2006, foi aprovado um voto de louvor pela profícua administração do presidente Edino Krieger.
Nossa responsabilidade como seu substituto é muito grande.

Ricardo Tacuchian
Presidente da Academia Brasileira de Música


Início da Página