Turibio Santos Cadeira n° 38
Fundador ​Souza Lima
     
Acadêmico atual


Nasceu em 07 de março de 1943, em São Luís do Maranhão. Em 1946 radicou-se no Rio de Janeiro. Iniciou o estudo do violão por influência do pai, também violonista. Estudou com Antônio Rebello e Jodacil Damasceno. A partir de 1959 passou a estudar com o professor uruguaio Oscar Cáceres. Em 1961 conheceu Arminda Villa-Lobos, esposa do compositor, que o convidou a gravar a primeira integral dos Estudos para violão e participar da primeira audição mundial do Sexteto Místico. Em 1963 apresentou a primeira audição da série completa dos Estudos para violão, durante o Festival Villa-Lobos.

Em 1965, venceu o VII Concours International de Guitare da ORTF e se radicou na França, iniciando sua carreira internacional. Na Europa estudou com Julian Bream e Andrés Segóvia e gravou seus primeiros discos para os selos RCA, Musidisc Europe e Erato. Entre os concertos de maior destaque de sua carreira internacional figuram parcerias com artistas como M. Rostropovitch, Yehudi Menuhin e Victoria de Los Angeles, assim como atuações como solista diante das orquestras Royal Philharmonic Orchestra, English Chamber Orchestra, Orchestre National de France, Orchestre J. F. Paillard, Orchestre National de L'Opéra de Monte-Carlo, Concerts Pasdeloup e Concerts Colonne.

Para a Editora Max Eschig criou uma coleção de obras para violão onde figuram compositores como Cláudio Santoro, Edino Krieger, Ricardo Tacuchian, Francisco Mignone, Almeida Prado, Radamés Gnattali e Nicanor Teixeira. Para a Ricordi de São Paulo organizou uma coletânea com obras de João Pernambuco, Garoto (Anibal Sardinha) e Dilermando Reis.

Em 1974 fixou residência novamente no Rio de Janeiro mantendo a carreira internacional até 1980, quando decidiu suspender as grandes turnês. Foi diretor da Sala Cecília Meireles em 1980. No mesmo ano recebeu o título de Notório Saber da Universidade Federal do Rio de Janeiro e criou o curso de violão da Escola de Música da UFRJ. No ano seguinte tornou-se também professor da UNIRIO. Como fruto das atividades didáticas nas duas universidades criou em 1982 a Orquestra de Violões do Rio de Janeiro. Vários compositores escrevem para a orquestra (ou transcrevem originais) como Radamés Gnattali, Francisco Mignone, Edino Krieger e Roberto Gnattali.

Em 1986 assumiu a direção do Museu Villa-Lobos, permanecendo no cargo até 2010. À frente da instituição liderou as comemorações pelo centenário do compositor em 1987, conseguiu a sede definitiva e digitalizou todo o acervo. Em 1987 fundou a Associação de Amigos do Museu Villa-Lobos/AAMVL. 

Em sua carreira artística continuou gravando para selos como Vison, Ritornello, Sony, Kuarup e Rob Digital. Suas antigas gravações para a Erato foram relançadas pela Warner (WEA). Em 2002 lançou seu livro Mentiras…ou não?, pela Editora Zahar.
Turibio Santos foi condecorado como Chevalier de la Legion D'Honneur pelo Governo Francês, em 1985, e pelo Governo Brasileiro como Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul, em 1989. Foi presidente da Academia Brasileira de Música entre 2010 e 2013.

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