Acadêmicos


 

 

Vasco Mariz

 

Cadeira 40
Patrono: Mario de Andrade
Fundador: Renato Almeida

Vasco Mariz é historiador, nasceu no Rio de Janeiro a 22 de janeiro de 1921. Estudou música no Conservatório Brasileiro de Música e formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, em 1943. Diplomata de carreira desde 1945, serviu o Itamaraty por 42 anos, aposentando-se como Embaixador do Brasil em Berlim. Como diplomata, trabalhou em Portugal, Iugoslávia, Argentina, Itália e Estados Unidos. Foi representante do Brasil junto à Organização dos Estados Americanos e embaixador do Brasil no Equador, Israel e Chipre (cumulativamente), Peru e Alemanha Oriental. Representou o Brasil em numerosas conferências internacionais da ONU, OEA, UNESCO e FAO. No Itamaraty, chefiou as Divisões de Política Comercial, de Organismos Internacionais, de Difusão Cultural e da Europa Ocidental. Foi depois chefe do Departamento Cultural e de Informações, Assessor Especial para relações com o Congresso Nacional e Secretário de Assuntos Legislativos.

Como musicólogo, foi secretário da Comissão Nacional de Música da UNESCO, presidente do Conselho Inter-americano de Música da OEA e vice-presidente do IBECC (órgão da UNESCO no Brasil). Depois de aposentado, foi nomeado para o Conselho Federal de Cultura do MinC, onde presidiu a Câmara de Artes (1987-1989). Foi colaborador regular do suplemento Cultura de O Estado de São Paulo e do Jornal do Brasil. Foi membro do júri e presidiu diversos concursos nacionais e internacionais de música. Tem proferido numerosas palestras em diversas instituições culturais em vários Estados do Brasil. Foi condecorado por diversos governos estrangeiros e recebeu várias medalhas brasileiras. É membro do Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio, da Academia Brasileira de Música, que presidiu de 1991 a 1993, do PEN Clube do Brasil, dos Institutos Histórico e Geográfico Brasileiro e de São Paulo e da Academia Brasileira de Arte, da Real Academia de História da Espanha, das Academias de História de Portugal e Argentina. Vinte e seis dicionários e enciclopédias brasileiros e internacionais trazem verbetes a ele dedicados.

Em 1983, a Academia Brasileira de Letras concedeu-lhe o Prêmio José Veríssimo pelo melhor estudo histórico do ano. Em 1993, a prestigiosa revista norte-americana “Inter-American Music Review”, de Los Angeles, publicou um Tribute to Vasco Mariz, comentando a sua obra como musicólogo. Em 1996, sócio benemérito do PEN Clube do Brasil; em 2000, a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) concedeu-lhe o grande Prêmio da Crítica Musical pelo conjunto de sua obra musicológica e pela divulgação da música clássica brasileira no Brasil e no exterior. Em 2007, a Academia Paulista de História deu-lhe o Prêmio Clio; em 2009 a APCA voltou a conceder-lhe o Prêmio Personalidade Musical de 2008.  É sucessor de Renato de Almeida na Cadeira nº 40 da Academia Brasileira de Música.

De sua obra musicológica, destaque-se:
Figuras da música brasileira contemporânea (2ª ed., Editora Universidade de Brasília, 1970); A Canção Popular Brasileira e A Canção Brasileira de Câmara, (6ª ed., Editora Francisco Alves, RJ, 2002); Dicionário biográfico musical (3ª ed., Editora Vila Rica, 1991); Heitor Villa-Lobos, compositor brasileiro (12ª ed., Editora Francisco Alves, 2006, além de duas edições nos EUA, uma na União Soviética, uma na França, uma na Itália e uma na Colômbia); Vida musical (1ª série, Editora Lello e Irmãos, 1950; 2ª série, MEC, 1970; 3ª série, BCD Editores, 1997); Alberto Ginastera (Centro de Estudios Brasileños, 1954); História da música no Brasil (7ª ed., Editora Nova Fronteira, 2009); Três musicólogos brasileiros, ensaios sobre Mário de Andrade, Renato Almeida e Luiz Heitor (Civilização Brasileira, 1985); Claudio Santoro (Civilização Brasileira, 1984); Villegagnon e a França Antártica (Nova Fronteira, 2000 - 2ª ed., 2005); La Ravardière e a França Equinocial (Topbooks, 2007); Temas da polícia internacional (Topbooks, 2008); Cartas de Villegagnon (Editora Batel, 2009) e “Ensaios Históricos” (Francisco Alves, 2004).

Foi o organizador das seguintes obras:
Música brasileña contemporánea (Editora Apis, Rosário, Argentina, 1952); Quem é quem nas artes e letras do Brasil (MRE, 1967); Ribeiro Couto (Centro de Estudios Brasileños de Lima, 1985); Ribeiro Couto, 30 anos de saudade (Univ. Santa Cecília dos Bandeirantes, 1994); Antônio Houaiss, uma vida (Civilização Brasileira, 1995); Francisco Mignone:o homem e a obra (FUNARTE, 1997); O centenário de Rui Ribeiro Couto (Academia Brasileira de Letras, 1998); Maricota Baianinha e outras mulheres (ABL, 2002), A Antologia de Contos de Ribeiro Couto (Academia Brasileira de Letras); Brasil / França: as relações históricas no período colonial (Editora da Biblioteca do Exército, 2006).

Como lexicógrafo, além de seu Dicionário Biográfico Musical, Vasco Mariz contribuiu com numerosos verbetes nos seguintes dicionários e enciclopédias nacionais e estrangeiras: Diccionario Enciclopédico de la Musica, Barcelona, 1946; Brockhaus Riemann Musik Lexikon, Mainz, Alemanha, 1979; New Grove Dictionary of Musicians, Nova York, 7ª edição, 1984; Koogan / Houaiss Enciclopédia e Dicionário Ilustrado, Rio de Janeiro, 2000; Enciclopedia ENCARTA, Madri, 2001 (CD-Rom); Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Rio de Janeiro, 2001; Mini-Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete, Rio de Janeiro, 2004 e Diccionario Biográfico Español, da Real Academia de la História, Madrid, edição de 2007. Sua biografia de Villa-Lobos foi adaptada para um CD-Rom pela LN Comunicações e Informática, Rio de Janeiro, 1998.

E-mail: vasco.mariz@globo.com
Acesse: Vasco Mariz, catálogo de obras

 

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Fundador

Renato Almeida

O musicólogo Renato Almeida nasceu em Santo Antônio de Jesus (BA) em 6 de dezembro de 1895. Após a conclusão do curso de humanidades, partiu para o Rio de Janeiro, onde mais tarde ingressa na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, bacharelando-se em Direito em 1915. O direito e o jornalismo foram suas atividades profissionais, atuando no Monitor Mercantil e na América Brasileira, onde chegou a redator-chefe. Assumiu a direção do Licée Français do Rio de Janeiro, em 1926, época de seu ingresso no Ministério das Relações Exteriores, onde chefiou o Serviço de Informações e, posteriormente, o Serviço de Documentação do Itamaraty. Em 1947 foi criada a Comissão Nacional de Folclore, por sugestão sua. Foi ele o promotor do I Congresso Brasileiro de Folclore, em 1951, tento presidido também, três anos depois, o II Congresso Brasileiro de Folclore, em Curitiba. Também organizou e presidiu, em 1954, o Congresso Internacional do Folclore em São Paulo, por ocasião do IV Centenário aquela cidade. De sua obra musicológica destaque-se: História da música brasileira (Rio de Janeiro, 1942), Compêndio de história da música brasileira (Rio de Janeiro, 1948), Inteligência do folclore (Rio de Janeiro, 1957), O folclore na poesia e na simbólica do direito (Miami, 1960), Tablado folclórico (São Paulo, 1961), O IBECC e os estudos de folclore no Brasil (Rio de Janeiro, 1964), Manual de coleta folclórica (Rio de Janeiro, 1965), Música e dança folclóricas (Rio de Janeiro, 1968), Danses africaines en Amérique Latine (Rio de Janeiro, 1969) e Vivência e projeção do folclore (Rio de Janeiro, 1971). Faleceu no Rio de Janeiro em 1981.


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