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Amaral Vieira
Cadeira 39 |
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Rodolfo Josetti Rodolfo Josetti (musicólogo e violinista) nasceu em Porto Alegre (RS) em 7 de setembro de 1888 e faleceu no Rio de Janeiro em 25 de março de 1946. Teve sua iniciação musical em colégio religioso de Nova Hamburgo. Mais tarde, fez aperfeiçoamento com diversos mestres na Alemanha. Ao retornar ao Brasil, matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formando-se em 1912. Ocupou a presidência da Sociedade de Cultura Artística do Rio de Janeiro. Pronunciou várias conferências radiofônicas, na Casa dItália e na Escola Nacional de Música. Publicou: Schubert, ensaio crítico e biográfico e Goethe , prefácio à guiza de ensaio, por ocasião de centenário de seu nascimento. Foi Fundador da Cadeira n. 39 da Academia Brasileira de Música. |
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Rossini Tavares de Lima Rossini Tavares de Lima, historiador e folclorista, nasceu em Itapetininga (SP) a 25 de abril de 1915. Iniciou seus estudos de piano e de teoria musical com seu pai, Mozart Tavares de Lima. Diplomou-se pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Fundou e dirigiu a revista Folclore, participando também da criação do Centro de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade. Ocupou o cargo de professor de História da Música e de Folclore Nacional no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Foi colaborador dos seguintes jornais: Jornal da Manhã, Correio Paulistano, Folha da Manhã, Roteiro, Planalto, A Noite, Hoje e das revistas Ilustração, Hoje e Leitura. Foi fundador da Academia Paulista de Música, redator de arte do jornal A Gazeta, comentarista musical da Rádio Gazeta. Foi Fiscal de Ensino Musical do Serviço de Fiscalização Artística da Secretaria de Governo, membro da Comissão de Ensino da Fundação Armando Alvares Penteado e membro do Conselho Nacional de Folclore. Escreveu Manifestações folclóricas em São Paulo (para o livro de Ernâni Silva Bruno: São Paulo - Terra e povo, editado em Porto Alegre em 1967), Notas sobre pesquisas do folclore musical (São Paulo, 1945), Folclore nacional (São Paulo, 1946), Ai, eu entrei na roda (50 rodas infantis) (São Paulo, 1947), Poesias e adivinhas (São Paulo, 1947), ABC de folclore (São Paulo, 1952), Da conceituação do lundu (São Paulo, 1953), Melodia e ritmo no folclore de São Paulo (São Paulo, 1954), Folguedos populares de São Paulo (São Paulo, 1954), O Folclore na obra de escritores paulistas (São Paulo, 1962), O Folclore do litoral norte de São Paulo (Rio de Janeiro, 1968) e Folclore das festas cíclicas (São Paulo, 1971). |
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Maria Sylvia Teixeira Pinto Maria Sylvia Teixeira Pinto (soprano e folclorista) foi musicista de raros méritos. Estudou no Instituto Nacional de Música da Universidade do Brasil , onde formou-se com Medalha de Ouro em Piano. Durante toda sua vida, usou o piano sobretudo como colaboradora de cameristas, particularmente de cantores, granjeando fama de parceira musical de qualidades excepcionais. Estudou canto com Murillo de Carvalho, com ele aprendendo a usar com perfeição a pequena voz de que dispunha. Se não foi cantora famosa por ter timbre ímpar ou volume poderoso, fez nome por saber dizer as canções que cantava. O grande crítico Andrade Muricy dela dizia: "um recital de Maria Sylvia é uma festa de inteligência. É uma intérprete". Suas qualidades fizeram com que grande quantidade de compositores tenham dedicado a ela muitas canções de câmara, que ela cantou em estréia mundial, muitas vezes acompanhada dos autores. Maria Sylvia Pinto foi professora requisitada. Lecionou canto por muitos anos no Instituto Villa-Lobos da UNI-RIO, além de ter dado aulas particulares para cantores já atuantes que buscavam orientação quanto à interpretação da canção de câmara e, muito particularmente, da música brasileira. Ela foi também professora de Folclore Brasileiro da mesma universidade. Os arquivos da Rádio MEC guardam muitas gravações de programas nos quais Maria Sylvia cantou. Ela deixou também o livro A canção brasileira, editado por ela em 1985. Foi sucessora de Rossini Tavares de Lima na Cadeira n. 39 da Academia Brasileira de Música, para a qual tinha sido eleita inicialmente no quadro especial de Membros Intérpretes. |
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