Alceo Ariosto Bocchino (compositor, regente, professor e pianista) nasceu em Curitiba
(PR) em 30 de novembro de 1918. Teve participações em festivais, em sua cidade natal,
desde os cinco anos de idade, como pianista. Mais tarde, estudou com João Peck. Desde
seus primeiros concertos, colocou nos programas obras de sua autoria. Ainda que tenha se
bacharelado em Direito, em 1939, optou pela carreira musical. Ensinou algum tempo na
Escola de Música e Belas Artes do Paraná (piano) e no Conservatório de Santos
(fisiologia vocal), mas acabou transferindo-se para o Rio de Janeiro. Fez recitais e
turnês em várias cidades brasileiras, algumas delas acompanhando o tenor Tito Schipa.
Foi diretor musical das Rádios Mayrink Veiga e Mundial, do Rio de Janeiro, e regente e
orquestrador nas Rádios Nacional (Rio de Janeiro) e Difusora, Tupi e Record (de São
Paulo). Lecionou na Academia Lorenzo Fernândez. Foi também regente assistente da
Orquestra Sinfônica Brasileira, tendo dirigido, ainda, a Orquestra de Câmara da Rádio
MEC e a do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi o regente, em 1960, do primeiro
concerto sinfônico póstumo da obra de Villa-Lobos, bem como de um festival no qual se
deu a primeira audição do Concerto n. 5, daquele autor. Coube-lhe a regência
do bailado Descobrimento do Brasil, de Villa-Lobos, no Teatro Municipal. Foi
sucessor de João Itiberê da Cunha - seu conterrâneo - na Cadeira n. 37 da Academia
Brasileira de Música.
Obras principais
Música orquestral: Seresta suburbana (sinfonia); Fantasia para orquestra; Bailado do
trigo (1940); O Cerco da Lapa (1943-1944); Hino do estudante paranaense (1934).
Música de câmara: Paraná, para piano, violino e violoncelo (1938); Quarteto n. 1
(1949).
Música instrumental: Noturno (1935); Pequeno Noturno (1936); Serenata (1938); Tema de um
relógio (1937); Valsa em mi menor (1934); Berceuse triste (1939) - todas para piano; e
Dança espanhola para violino e piano (1941).
Música vocal: Serenata napolitana (1935); Era uma vez (1936); Berceuse (1937); As Duas
flores (1939). |
Fundador
João Itiberê da Cunha
João Itiberê da Cunha, crítico e compositor, nasceu em Açungui, hoje
Cerro Azul, no Estado do Paraná, em 8 de agosto de 1870 e faleceu no Rio de Janeiro em 25
de fevereiro de 1953. Seu pai, músico amador, ministrou-lhe as primeiras noções de
música. Quando tinha dez anos de idade, seu irmão Brasílio Itiberê da Cunha (diplomata
e compositor) levou-o para a Bélgica. Diplomou-se em Direito pela Universidade de
Bruxelas. Teve participação no movimento simbolista belga, graças à sua atuação na
revista La Jeune Belgique, bem como no Le Figaro, de Paris. Voltou ao Brasil em 1892,
fixando-se em Curitiba. No ano seguinte, ingressou na carreira diplomática, servindo como
secretário da Legação no Paraguai. Não aceitando a transferência para a Legação da
Bolívia, em 1898, abandonou definitivamente a diplomacia e entrou para o jornalismo,
primeiramente em A Imprensa, e depois no Correio da Manhã (onde assinava seus textos com
as iniciais JIC), do qual foi um de fundadores e crítico musical a partir de 1925.
Escreveu Prélude, livro de poemas editado em Bruxelas. É Fundador da Cadeira n.
37 da Academia Brasileira de Música.
Obras principais:
Música instrumental: Chant damour, La chanson nostalgique , Esquisses, Danse
plaisante et sentimentale, Héroique, Ils samusent, Marche humoristique, Melodie,
Menuet en ut majeur, No rancho, Paraná, Préludes, Tendresse.
Música vocal: Ave Maria, Rêverie e Souvenance.

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