Acadêmicos


 

 

Ricardo Tacuchian

 

Cadeira 29
Patrono: Alexandre Levy
Fundadores: Samuel Arcanjo e Ênio de Freitas e Castro


Em sua formação profissional o maestro Ricardo Tacuchian recebeu os seguintes graus: Graduação em Piano (Universidade do Brasil, 1961), em Composição (UFRJ, 1965) e em Regência (UFRJ, 1965); Especialização em Regência (UFRJ, 1967); e em Composição e Orquestração (UFRJ, 1968); e Doutorado em Composição (University of Southern California, 1990).

Suas principais posições universitárias foram: Professor Titular de Composição da UNI-RIO, desde 1995; Professor Titular de História da Música da Escola de Música da UFRJ, 1993/95; Professor Visitante da State University of New York at Albany (Spring Semester/ 1998).

Entre suas principais atividades acadêmicas e artísticas destacam-se: cerca de 150 Conferências e/ou Palestras no Brasil e no Exterior; 17 Dissertações de Mestrado orientadas e aprovadas; orientação de bolsistas de Iniciação Científica e de Aperfeiçoamento em Pesquisa; 40 bancas de Defesa de Tese (Mestrado, Doutorado e Professor Titular); membro do corpo editorial da Revista da ANPPOM e da Revista da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea, consultor ad hoc do CAPES, CNPQ, FAPERJ, UERJ, Ciência Hoje da SBPC, Fundação Universidade Estadual de Maringá, Universidade Estadual de Londrina, UNICAMP, The Rockefeller Foundation e John Simon Guggenheim Memorial Foundation, entre outras instituições; Bolsista Pesquisador do CNPQ (l997-1999); Bolsas: CNPQ, CAPES, Fulbright.
Tacuchian é autor de cerca de 150 títulos apresentados em perto de mil concertos ao vivo, inclusive na Europa, Canadá, Estados Unidos e América Latina com cerca de 25 itens discográficos e 20 obras musicais publicadas; inúmeras encomendadas oficiais. Regeu várias orquestras e conjuntos brasileiros e norte-americanos.

Dentre os Prêmios e Homenagens que Tacuchian recebeu destacam-se:
1977. Tribune Internationale des Compositeurs du Conseil lnternational de la Musique, UNESCO. Representou o Brasil com a peça Estruturas Primitivas.

1978. International Society of Contemporary Music / World Music Days 1978. Foi selecionado com a peça Ritos, para harpa.

1981. Academia Brasileira de Música. Sociedade honorífica fundada por Villa-Lobos em 1945 que congrega 40 das maiores personalidades musicais do país. Eleito para a cadeira no 29 (Alexandre Levy).

1987-1990. Bolsista da Fulbright: "um prêmio competitivo concedido a artistas envolvidos em pesquisa, criatividade e programas de estudos." Recebeu o título de Doutor em Música da University of Southern Calífornia.

1987-1990. Bolsa de Estudos no Exterior da CAPES (em complementação para os estudos de pós-graduação, realizados nos Estados Unidos).

1990. Pi Kappa Lambda National Honor Society - USA , "em reconhecimento pelo mais alto nível de realização musical e erudição universitária".

1990. Academic Achievement Award - University of Southern California. "prêmio conferido a estudantes pós-graduandos internacionais que se destacam em suas respectivas especialidades".

1991. Patrono da Banda Beneficente Campesina Friburguense, título vitalício, em substituição ao Patrono anterior falecido, Maestro José Siqueira.

1992/1993. International Man of the Year - lnternational Biographical Centre Inglaterra, prêmio concedido a "ilustres personalidades cujas realizações e liderança se destacaram na Comunidade Internacional".
1996. Personalidade Cultural Internacional - União Brasileira de Escritores, "conferido ao Maestro e Compositor Ricardo Tacuchian por sua obra, que honra o Brasil, aqui e no Estrangeiro".

1996. Medalha de Visitante Ilustre, Universidade Federal de Santa Maria. 1996. Regente Honorário da Orquestra Sinfônica de Santa Maria.1996. Láurea Medalha do Mérito Carlos Gomes, Academia de Letras e Música do Brasil (Brasília), concedida a Ricardo Tacuchian, "com todas as honrarias, direitos e privilégios a que faz jus, pelos relevantes serviços prestados à causa sócio-cultural, em defesa da paz e pelo desenvolvimento brasileiro".

1997. Sócio Benemérito da Federação Fluminense de Bandas de Música Civis, "pelos relevantes serviços prestados a esta Federação e às Bandas de Música Civis do Estado do Rio de Janeiro".

1997. Bolsa de Pesquisador do CNPQ, em apoio à pesquisa "Música Brasileira de Concerto (l964-1997).

1998. Bolsa da Fulbright para o programa Scholar ín Residence da State University of New York at Albany, para desenvolver um programa cultural de aulas, conferências, orientação acadêmica e concertos.

Tacuchian pertence às seguintes Associações Científicas e Culturais:

Sociedade Brasileira de Música Contemporânea, desde 1976; Federação Fluminense de Bandas de Música Civis, desde 1978 (membro fundador); sócio benemérito, 1997; Academia Brasileira de Música, 1981 (membro eleito). Presidente (l993-97); Sociedade Brasileira de Musicologia, desde 1983 (conselheiro); Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música, desde 1991.

Tacuchian já publicou mais de 60 textos.
Lista Parcial de Composições de R. Tacuchian, obedecendo aos seguintes dados: Título (ano da composição) :
autor do texto (se aplicável); instrumentação ou partes vocais [data da publicação], lugar e ano da primeira apresentação.

6 Cicles de Canções e alguma canções isoladas para voz e piano e outros
4 Cantatas: O Canto do Poeta (l969): Cecília Meireles; soprano, violin, flute, and piano. Rio de Janeiro, 1970;
Cantata dos Mortos (l965): Vinícius de Moraes; baritone, narrator, mixed choir, oboe, bassoon, piano, timpani, and percussion [Sistrum, 1981. Ouro Preto, 1978; Cantata de Natal (l978): Holy Bible, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, and Folk Christmas Cicle of the State of Rio de Janeiro; Soprano, Baritone, Narrator, Mixed Choir, and Symphony Orchestra. Rio de Janeiro, 1978; Ciclo Lorca (l979): Carlos Drummond de Andrade, Alphonsus de Guimarães Filho, and Murilo Mendes; baritone, clarinet, and String Orchestra. Rio de Janeiro, 1981.
Cerca de 30 peças para coro a capella
Cerca de 20 peças para solo de piano, violão, flauta, clarineta, harpa, xilofone, tais como:
Primeira Sonata para Piano (l966). Rio de Janeiro, 1975; Segunda Sonata para Piano (l966). Rio de Janeiro, 1966; Ritos (l977): harp. Rio de Janeiro, 1977; Estruturas Gêmeas (l978): four-hand piano. Brasília, 1978; Lúdica I (l981): guitar [Max Eschig, 1981. Toronto, Canada, 1981; Ludica II (l984): guitar. Rio de Janeiro, 1985; Profiles (l988): guitar. Los Angeles, 1989; Rio de Janeiro's Series (l996): 6 pieces for Guitar. Rio de Janeiro, 1996; Capoeira (l997): piano. New York, 1997

24 Peças para dois, três, quatro e cinco instrumentos tais como :
Quarteto de Cordas no1 "juvenil" (l963). Rio de Janeiro, 1964; Quinteto de Sopros (l969): flute, oboe, clarinet, horn, and bassoon. Rio de Janeiro, 1975;
Estruturas Simbólicas (l973): clarinet, trumpet, percussion, piano and viola. Rio de Janeiro, 1974; Estruturas Obstinadas (l974): trumpet, hom, and trombone. Petrópolis, 1977; Estruturas Verdes (l976): Violin, violoncello, and piano. Rio de Janeiro, 1977; Estruturas Divergentes (l977): flute, oboe, and piano. Belo Horizonte, 1978; Cárceres (l979): percussion ensemble for 4 musicians. Buffalo, NY, 1980; Quarteto de Cordas no 2 "Brasília" (l979). São Paulo, 1983; Texturas (l987): two harps. Vienna, Austria, 1987; Delaware Park Suite (l988): saxophone alto and piano. Los Angeles, 1989; Light and Shadows (l989): vibes, percussion, harp, bass clarinet, and double bass. Los Angeles, 1989; Omaggio a Mignone (1997): quinteto de sopros e piano. Rio de Janeiro, 1997; Evocação a Lorenzo Fernandez (l997): violão e flauta.
Conjuntos maiores tais como:
Estruturas Sincréticas (l970): piccolo, clarinet, bass clarinet, 2 homs, 2 trumpets, trombone, 4 timpani, 4 groups of percussion. Rio de Janeiro, 1972; Estruturas Primitivas (l975): flute, oboe, hom, piano, viola, and cello. Rio de Janeiro, 1975; Rio/L.A. (l988): English horn, trumpet, French horn, trombone, tuba, marimba, percussion group (I), piano, and electric bass guitar. Los Angeles, 1989; Giga Byte, (l994): 14 winds and piano obbligato. Rio de Janeiro, 1994.
Sete peças para Orquestra de Cordas com ou sem solistas tais como:
Concertino para Flauta e Orquestra de Cordas (l968). Rio de Janeiro, 1973; Concertino para Piano e Orquestra de Cordas (l977): [Sistrum, 1981]. Rio de Janeíro, 1978; Sinfonieta para Fátima (l986): String Orchestra. Rio de Janeiro. 1986.
Peças para Orquestras Sinfônica
Dia de Chuva (1963). Rio de Janeiro, 1964; Imagem Carioca ( 1967). Rio de Janeiro, 1969; Estruturas Sinfônicas (l976). Rio de Janeiro, 1978; Núcleos (l983). Rio de Janeiro, 1983; Hayastan (l990). São Paulo, 1993; Terra Aberta (l997): Bíblia e D. Pedro Casaldáliga; soprano e orquestra sinfônica.
Computer Music: Prisma (1989). Los Angeles, 1989.
Qualquer informação adicional tais como dados mais detalhados sobre sua obra musical, títulos de conferências realizadas, Dissertações de Mestrado orientadas, concertos onde sua música foi apresentada, concertos que regeu, trabalhos publicados, discografia, referências bibliográficas ao seu nome e trabalho e outros detalhes referentes a itens citados ou não neste texto, poderão ser obtidos via Email.

Email: rtacuchian@terra.com.br

 


Fundador

Samuel Arcanjo

Samuel Arcanjo dos Santos foi professor e compositor. Nasceu em São Paulo em 18 de março de 1882 e faleceu nessa mesma cidade em 13 de novembro de 1957. Sua iniciação musical foi no Liceu Salesiano do Coração de Jesus, onde participou da execução de músicas religiosas. Fez aperfeiçoamento com G. Foschini e Agostinho Cantu (composição) e José Wincole (piano) no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Nessa entidade veio a ser professor catedrático e diretor. Durante o período em que dirigiu o Conservatório, realizou programa de organização e reformas da secretaria, biblioteca, museu, discoteca, sociedade orquestral, curso infantil e classes de pedagogia e análise musical. Veio a lecionar em outras escolas paulistas de música. Foi integrante de várias comissões examinadora de concursos da Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil. Foi membro do Conselho de Orientação Artística de São Paulo. Foi Fundador, com Ênio de Freitas e Castro, da Cadeira n. 29 da Academia Brasileira de Música.

Principais obras
Música instrumental: Folhas que vento levará; Romance sem palavras; Valsa n. 2.

 


Fundador

Ênio de Freitas e Castro

Ênio de Freitas e Castro, professor, compositor, pianista, regente, folclorista, musicólogo, nascem em Montenegro (RS) em 27 de junho de 1911 e faleceu em 21 de junho de 1975. Sua formação musical foi iniciada em Vacaria (RS), onde, com treze anos de idade já assumia a função de pianista do cinema local. Em 1925, já em Porto Alegre, ingressou no Conservatório do Instituto de Belas Artes, onde estudou com Antonina Maineri (piano) e Assuero Garritano (teoria musical e harmonia). Após seu primeiro recital, em dezembro de 1930, transferiu-se para o Rio de Janeiro e ingressou no então Instituto Nacional de Música (atual Escola de Música da UFRJ).

Freqüentou a classe de piano de Guilherme Fontainha, concluindo seu curso em 1932, obtendo a Medalha de Ouro, por unanimidade. Em 1937, concluiu o curso de composição e regência, tendo estudado com Paulo Silva (contraponto e fuga), Francisco Braga (composição e instrumentação), Francisco Mignone (regência) e Octávio Bevilacqua (história da música). Antes de concluir o curso, foi chamado para reger a cadeira de Harmonia no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul. Teve carreira de pianista de concerto e foi regente da Orquestra Filarmônica de Porto Alegre. Entre 1954 e 1955, esteve em Paris fazendo cursos de aperfeiçoamento. Fundador e dirigente da Associação Rio-Grandense de Música e membro fundador da Cadeira n. 29 da Academia Brasileira de Música.

Foi o primeiro Superintendente de educação artística da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul e o primeiro diretor da Divisão de Cultura dessa Secretaria. Por sua iniciativa, foram criadas a Discoteca Pública, a Biblioteca Pública Infantil, o Instituto de Tradições e Folclore e o Serviço de Radiodifusão Educativa. Colaborou no Diário de Notícias, além de publicar o livro Princípios de arquitetura musical (Porto Alegre, 1940) e os estudos "Música popular no Rio Grande do Sul", no livro Rio Grande do Sul - Imagem da terra gaúcha (Porto Alegre, 1942) e "A Composição musical no Rio Grande do Sul", no livro Fundamentos da Cultura Rio-Grandense (Porto Alegre, 1960).

Principais obras
Música orquestral: Sinfonia e Suite, para orquestra de cordas
Música de câmara: Trio, para piano, violino e violoncelo e Quarteto de cordas
Canto e piano: Historietas, Mar, Ouve o canto da noite, Porque, A velha carta e A Vida.


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