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Ilza Nogueira
Cadeira 27 |
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Silvio Deolindo Froes Silvio Deolindo Froes (compositor, pianista, organista, professor e crítico) nasceu em Salvador (BA) em 26 de outubro de 1864 e faleceu nessa cidade em 3 de dezembro de 1948. Sua mãe, pianista, foi quem o iniciou na música. Em 1882, mudou-se para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola Politécnica, mas optou por continuar na área musical, tendo como orientador Miguel Cardoso (harmonia). Em 1888, seguiu para a Europa, chegando a estudar com Charles-Marie Widor (composição e órgão) em Paris e, na Alemanha, com E. Welt e Felix Mottl (em Leipzig e Karlruhe, respectivamente). Ao retornar ao país, fixou-se em Salvador, passando a dar aulas de piano, órgão, teoria, composição e harmonia. Foi também professor do quadro do magistério público. Ocupou a direção do Conservatório de Música, ligado à Escola de Belas Artes, em 1898. Fundou e dirigiu, mais tarde, o Instituto de Música. Publicou artigos em jornais e revistas do país e exterior. Foi Fundador da Cadeira n. 27 da Academia Brasileira de Música. Obras principais |
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Francisco Chiaffitelli Francisco Chiaffitelli (violinista e compositor) nasceu em Campinas (SP) em 15 de março de 1881 e faleceu no Rio de Janeiro em 28 de julho de 1954. Iniciou seus estudos musicais e de violino com Simões Junior, e teve sua estréia como concertista aos nove anos de idade, no Teatro Novelli, de Juiz de Fora (MG). Dois anos depois, seguiu para a Europa para prosseguir seus estudos, ingressando no Conservatório Real de Bruxelas, na classe de Eugène Isaye. Lá ganhou, em 1897, o Primeiro Prêmio de Violino. Em 1899, concluiu o curso de harmonia, e em 1901 o de contraponto, recebendo um ano depois o Primeiro Prêmio de Fuga na classe de Edgar Tinel. Iniciou sua vida artística profissional apresentando-se como solista e camerista, e organizando um Trio que se apresentou na Sociedade Real , de Bruxelas. Excursionou pela Europa e América do Sul. Em 1911, foi nomeado professor catedrático do Instituto Nacional de Música (atual Escola de Música da UFRJ), introduzindo ali a escola franco-belga de violino. Teve uma atuação importante nos meios musicais cariocas, criando junto com a cantora Camila da Conceição, a primeira Academia Brasileira de Música. Fundou também o Grêmio de Amigos da Música e o Centro de Cultura Musical, e foi membro do conselho técnico e administrativo da Escola de Música e diretor da Rádio Jornal do Brasil. Foi, ainda, Presidente de Honra da Escola de Música Santa Cecília, de Petrópolis (RJ). Foi sucessor de Sílvio Deolindo Froes na Cadeira n. 27 da Academia Brasileira de Música. Obras principais |
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Padre Jayme Diniz O compositor, regente, musicólogo e professor Padre Jayme Cavalvanti Diniz nasceu em Água Preta (PE) em 01 de maio de 1924. Estudou Filosofia no Seminário de Olinda e Teologia no Seminário Central de São Paulo. Em 1936, iniciou seus estudos de piano, teoria e solfejo em Pesqueira, PE, dando continuidade no Seminário de Olinda, onde foi organista (1941-1943) e regente de coro. Em 1945 apresentou sua Missa Mirabilis Deus. No ano seguinte, transferiu-se para o Seminário do Ipiranga em São Paulo, onde freqüentou as classes de Furio Franceschini e de frei Pedro Sinzig (composição sacra) e Paula Loebenstein (interpretação). É desse período a sua colaboração para a revista Música Sacra, de Petrópolis. Em 1951, fez estudos de técnica dodecafônica com C. Guerra-Peixe. Como participante do III Curso Internacional de Férias da Pró-Arte, em Teresópolis (1952), estudou com H.-J. Koellreutter (Regência), Ernst Krenek (Estética Musical) e Hilde Sinnek (História da Música). Em 1957, criou a Schola Cantorum Padre Jayme Diniz. No ano seguinte, foi aperfeiçoar-se no Instituto Pontifício de Música Sacra, de Roma, onde fez cursos com Higino Anglès (musicologia), Edgardo Carducci-Agustini (instrumentação), Domenico Bartoluci (polifonia) e Eugenio Cardine (paleografia musical). No Liceu Isabella Rosato, em Roma, estudou com Arnaldo Boreggi (contraponto e prática de coros). Em Paris, freqüentou o Instituto Gregoriano e o Conservatório de Música (1959). Retornando ao Brasil em 1960, realizou o II Concurso Nacional de Música Sacra, sendo também nomeado membro do Departamento de Cultura da Prefeitura de Recife e convidado para fundar o Curso de Música, na Universidade Federal de Recife, onde foi nomeado professor de História da Música e Harmonia Complementar. Regeu, no mesmo ano, o coral da Escola de Belas Artes. Em 1961, presidiu a Comissão Arquidiocesana de Música Sacra de Olinda e Recife, foi professor de canto gregoriano e regente coral do Seminário de Olinda. Foi fundador e regente do Coro Guararapes. Também ministrou curso de história da música no Pontifício Colégio Brasileiro, em Roma. Publicou ensaios musicológicos em jornais, revistas e livros. Dentre eles, destaque-se: Músicos pernambucanos do passado (Recife, 1969-1971), Ciranda roda de adultos no folclore pernambucano (Recife, 1960), Nazaré estudos analíticos (Recife, 1963) e A Sinfonia de Alberto Nepomuceno (Recife, 1964), Organistas da Bahia, Velhos organistas da Bahia e Os Mestres de Capela da Santa Casa da Misericórdia de Salvador, tornando-se o mais destacado estudioso da música do nordeste brasileiro. |
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José Penalva Nasceu em Campinas (1924), no Estado de São Paulo, onde estudou composição com Damiano Cozzella e Savino De Benedictis, e na Academia Santa Cecília de Roma com Boris Porena. Foi professor titular de contraponto e fuga e música contemporânea na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Fundador e Presidente da Sociedade Pró-Música de Curitiba, desenvolveu intensa atividade de concertos como diretor de coros. Foi regente do Teatro Carlos Gomes e Professor na Escola Superior de Música de Blumenau. Teve obras publicadas na Alemanha e no Brasil e gravadas pelo Governo do Estado do Paraná e pela Fundação Cultural de Curitiba. Escreveu peças para coro, piano, música de câmara e música sacra. Faleceu em 2002. |
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