Acadêmicos


 

 

André Cardoso

 

Cadeira 26
Patrono: Euclides Fonseca
Fundador: Valdemar de Oliveira

1ª Sucessora: Anna Stella Schic Philippot

 

Iniciou suas atividades musicais como cantor do Coral do Colégio Marista São José do Rio de Janeiro e nos cursos de verão do Instituto dos Meninos Cantores de Petrópolis, onde estudou teoria musical com Gilberto Bittencourt e viola com Nayran Pessanha. Ingressou na Escola Villa-Lobos, onde estudou teoria e percepção musical com Marcilda Clis. Ingressou no Coral Municipal de Petrópolis, na Camerata Abrarte e Academia Música Nova, orquestras de câmara que tiveram atuação importante na cidade.

Em 1985 ingressou no curso de composição da Escola de Música da UFRJ, onde estudou com Judith Cocareli (percepção musical), Ricardo Tacuchian (história da música), Murillo Santos (instrumentação e orquestração), Maria Helena Andrade (piano), Henrique Morelenbaum (contraponto e fuga) e Roberto Duarte (regência). Concluiu o curso de regência em 1991.
Como instrumentista prosseguiu seus estudos com Marco Antônio Lavigne e ingressou na Orquestra Sinfônica Jovem do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Frequentou cursos de verão e inverno em Prados (MG) e Curitiba (PR), onde estudou com os maestros Alceo Bocchino e Lutero Rodrigues, entre outros. De 1998 e 2000 fez curso de aperfeiçoamento e especialização em regência orquestral com o maestro Guillermo Scarabino na Universidade de Cuyo (Mendoza), Universidade Católica Argentina (Buenos Aires) e no Teatro Colón de Buenos Aires com bolsa da Fundação VITAE.

Em 1994 ganhou o 1º prêmio no Concurso Nacional de Regência promovido pela Orquestra Sinfônica Nacional da UFF. Dirigiu, ainda, a Sinfônica Brasileira, a Petrobras Sinfônica, a Sinfônica da Paraíba, a Sinfônica de Minas Gerais, a Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília e a Filarmônica do Espírito Santo, entre outras. De 2000 a 2007 foi maestro assistente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde dirigiu concertos, óperas e balés.

Cursou mestrado e doutorado em Musicologia Histórica na Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio). Publicou mais de vinte artigos em revistas especializadas, periódicos e anais e dois livros: "A música na Capela Real e Imperial do Rio de Janeiro" (Academia Brasileira de Música, 2005) e "A música na corte de D. João VI" (Editora Martins, 2008). Conquistou o primeiro lugar no II Concurso José Maria Neves de Monografias da ABM e o Prêmio Antônio Luiz Viana concedido em 2004 pela UFRJ e Fundação Universitária José Bonifácio aos três melhores trabalhos de pesquisa desenvolvidos na Universidade.

Através do projeto de pesquisa "Recuperação e edição de obras do acervo de manuscritos da Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ" editorou e revisou 16 obras orquestrais de autores brasileiros entre os quais José Maurício Nunes Garcia, Leopoldo Miguez, Henrique Oswald e Francisco Braga. O projeto gerou também a gravação de um CD com obras de Leopoldo Miguez e Henrique Oswald.

Também atua como produtor fonográfico e diretor de gravação. Produziu dezenas de discos, todos dedicados à música brasileira de concerto, como a primeira gravação integral da ópera "Colombo" de Carlos Gomes que ganhou em 1998 dois prêmios: o APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e o Prêmio Sharp, na categoria "Melhor Disco Erudito". Seu último trabalho na área foi a coordenação artística e direção de gravação de cinco Cds para a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro com obras de José Maurício Nunes Garcia, Marcos Portugal, Joaquim Manoel da Câmera, Gabriel Fernandes da Trindade e Cândido Inácio da Silva, com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Sinfônica da UFRJ.
Realizou trinta e cinco primeiras audições de obras de 25 compositores brasileiros e já executou como intérprete, apenas como regente, obras de 53 compositores brasileiros desde o período colonial até os contemporâneos mais jovens.

É o atual diretor da Escola de Música da UFRJ
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E-mail: diretor@musica.ufrj.br

 


Fundador

Valdemar de Oliveira

Compositor, pianista, regente e musicólogo, Valdemar de Oliveira nasceu em Recife (PE) a 2 de maio de 1900 e faleceu na mesma cidade a 18 de abril de 1977. Formado em medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1922, e em direito pela Faculdade de Direito do Recife, em 1929, estudou piano com Olímpia Braga e composição com Euclides Fonseca, aperfeiçoando-se com a professora francesa Angéline Radévèse, que se estabeleceu em Recife em 1911. Exerceu as profissões de médico e de advogado. Foi homem intimamente ligado às atividades artísticas em sua cidade natal, tendo sido diretor do Teatro Santa Isabel. Organizou grupos teatrais amadores e acadêmicos. Foi titular da Academia Pernambucana de Letras. Escreveu operetas e revistas, como "Aves de arribação" (1927), "A madrinha dos cadetes" (1933) e "Sai, Carlota" (1927), além de canções. Foi Fundador da Cadeira n. 26 da Academia Brasileira de Música.


1ª Sucessora

Anna Stella Schic Philipoot

Anna Stella Schic (pianista) nasceu em Campinas. Foi aluna de Marguérite Long, depois de ter estudado no Brasil com José Kliass (da escola Liszt). Esta formação caracteriza sua técnica e sua interpretação pianística. Uma de suas principais características é sua militância musical, preocupando-se em revelar obras raramente tocadas dos grandes mestres, assim como aquelas de compositores contemporâneos. Em razão disto, ela foi responsável pela primeira audição no Brasil de obras de Pierre Boulez, do Concerto para piano de Schoenberg em Portugal, e da obra de Michel Philippot (com quem se casou), de Villa-Lobos e de diversos compositores brasileiros do século XX na Europa e nos Estados Unidos.

Professora respeitada, deu aulas na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 1980, é professora do Conservatório Europeu de Paris. Por suas atividades de intérprete, recebeu inúmeras medalhas e condecorações (inclusive a Ordem do Ipiranga, a Ordem do Mérito de Brasília e a Ordem Nacional das Artes e Letras), assim como diversos prêmios (como o de melhor realização discográfica de 1983, pela gravação integral da obra pianística de Villa-Lobos). Ela gravou também a obra pianística de G. Gershwin, os Prelúdios e Fugas de Mendelssohn, obras de Michel Philippot. É autora do livro Villa-Lobos, o índio branco (Imago) e está preparando estudo sobre a Pedagogia de Liszt. É sucessora de Valdemar de Oliveira na Cadeira n. 26 da Academia Brasileira de Música.

 


 

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