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Laís de Souza Brasil
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Mozart Camargo Guarnieri Camargo Guarnieri é considerado o mais importante de nossos compositores modernos. O público e a crítica só lhe reconheceram a verdadeira estatura musical, após a consagração no estrangeiro. E sucederam-se os prêmios nos EUA, triunfos na América Latina, curiosidade pela sua obra nos grandes centros. Em menos de dez anos, aquele jovem promissor transformou-se no mais distinto compositor brasileiro de sua época. Nascido em Tietê (SP), em 1907, de pai siciliano e mãe paulista, estudou piano com o pai e muito moço teve de empregar-se como pianista de cinemas, a fim de concorrer para o sustento da família. Foi aluno de Ernâni Braga, Mário de Andrade, Sá Pereira e Lamberto Baldi, passando mais tarde a ensinar no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Atuou também como regente do Coral Paulistano e da Orquestra do Teatro Municipal da mesma cidade. Em 1938, conseguiu uma bolsa de estudo, obtida por concurso do Governo de São Paulo, e gozou-a em Paris, sob a orientação de Koechlin e Ruhlmann. A guerra interrompeu-lhe o curso de aperfeiçoamento e pouco depois de regressar ao Brasil, em 1942, teve a satisfação de ver o seu Concerto para violino e orquestra obter o primeiro prêmio em concurso internacional. Camargo Guarnieri foi, sem dúvida, compositor de escola. Possuía todas as qualidades para ser considerado o maior dos músicos brasileiros vivos e o mais notável expoente de sua geração. Sólida cultura musical a serviço de fluente e refinada inspiração, felizmente temperada por louvável equilíbrio, dava-lhe direito a tais aspirações. Sua enorme obra encanta pelo bom gosto, segurança técnica e acabamento. Foi notável em quase todos os setores da criação musical: para piano celebrizou-se por seus Ponteios e pela Dança Negra; suas canções foram notáveis, nelas instilando o verdadeiro perfume do amor; seus numerosos concertos eram disputados pelos pianistas e violinistas; sua música de câmara era das mais refinadas de nosso repertório. Entretanto, sua música não teve a merecida projeção internacional, talvez devido a seu cunho nacionalista, que desagradava aos críticos e editores estrangeiros. Obras principais
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