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Jorge Antunes
Cadeira 22 |
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De volta à pátria, fixou-se em Brasília e desde então é professor de composição e acústica na UnB. Antunes continuou muito ativo em Brasilia e seu estilo tornou-se "determinada e conscientemente eclético, com uma formação anarco-ecológica em busca das leis naturais da comunicação efetiva e com freqüente utilização da irreverência, do humor e da ironia". Recebeu a Bolsa Vitae para compor uma ópera de vanguarda Olga, a história da mulher de Luiz Carlos Prestes. Recebeu na Polônia o Prêmio da SIMC por sua peça Idiosynchronie, para orquestra sinfônica sem violinos, em que predominam os metais e a percussão. Antunes escreveu também Amerika 500, estreada em Salzburgo com agrado. O compositor continuou trilhando a estrada da série harmônica, fenômeno maior que interliga a cultura à natureza, no seu entender. Essa diretriz ecológica tem levado Antunes a uma militância político-ecológica em Brasilia, que lhe tem rendido dividendos. Como já escreveu um crítico europeu: "ele organiza o caos de modo fascinante"... Em 1994, foi eleito para a ABM. Sua obra mais recente talvez seja também a mais importante a Cantata dos Sete Povos, encomendada pela UnB em 1999 e estreada na abertura dos festejos do descobrimento do Brasil no ano seguinte. O MinC encomendou-lhe também uma sinfonia para celebrar os 500 anos, já gravada em cd, intitulada Sinfonia em cinco movimentos. Obras principais: Música coral: Cromorfonética (1969); Proudonia (1972). Música coral-sinfônica: Catástrofe ultra-violeta (1974); Elegia violeta para Monsenhor Romero (1980); Rimbaudiannisia MCMXCV (1994); Cantata dos dez povos (1998/99); Sinfonia em cinco movimentos (1999/2000). Música de câmara: Bartokollagia MCMLXX (1970); Music for eight persons playing things (1970/71); Trio em lápis (1974); Três impressões cancioneirígenas (1976); Dramatic polimaniquexixe (1984); Amerika 500 (1992). Música instrumental: Reflex (1971); FlautatualF (1972); Inutilemfa (1983); Rituel violet (1999). Arte integral: Ambiente I (1965); Cromoplastofonia I (1967); Cromoplastofonia II (1968). Música eletroacústica: Pequena peça para mi bequadro e harmônicos (1961); Valsa sideral (1962); Contrapunctus contra contrapunctus ((19665); Cinta cita (1969); Auto-retrato sobre paisaje porteño (1970); Para nascer aqui (1971); Dança das letras (1983); Ballade dure (1995); Meninos de rua também cantam (2001). Ópera: Qorpo Santo (1983); O Rei de uma nota só (1991); A Borboleta azul (1995); Olga (1987/97). Site: www.americasnet.com.br/antunes |
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Luiz Heitor Corrêa de Azevedo Luiz Heitor nasceu no Rio de Janeiro, em 1905, e foi aluno de Alfredo Bevilacqua, Lachmund e Paulo Silva. Era pianista e compositor, mas cedo abandonou tudo pela musicologia e pela crítica musical. Em 1932, sucedeu a Guilherme Pereira de Mello como bibiliotecário do Instituto Nacional de Música, onde publicou até 1942 a excelente Revista Brasileira de Música. A partir de 1939 lá foi catedrático de folclore e também ensinou história da música no Conservatório Brasileiro de Música. Em 1941 foi consultor da Divisão de Música da União Pan-Americana, de Washington, e em 1943 fundou o Centro de Pesquisas Folclóricas junto ao Instituto. Em 1947 aceitou o posto de chefe da seção de música da UNESCO, em Paris, onde trabalhou com grande brilho até 1965. Entre 1966 e 1973 foi membro do comitê executivo do Conselho Internacional da Música da UNESCO e colaborou nas mais importantes publicações mundiais de música. De 1966 a 1977, foi membro do Conselho Internacional de Música Folclórica, de Londres. Foi o mais eminente dos musicólogos brasileiros e gozava de grande reputação internacional. Obras publicadas: Relação das óperas de autores brasileiros (1933), Dois Estudos do folclore nacional e Escala, ritmo e melodia na m úsica dos índios brasileiros (ambos de 1938), Música e músicos do Brasil (1950), Bibliografia musical brasileira (1952, com Cleofe Person de Mattos e Mercedes Reis Pequeno), 150 Anos de música no Brasil (1956), etc. |
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