Acadêmicos


 

 

Luiz Paulo Horta

 

Cadeira 21
Patrono: Manoel Joaquim de Macedo
Fundador: Claudio Santoro


Carioca de nascimento (1943), Luiz Paulo Horta se fez conhecer como pianista, critico musical e depois como jornalista. Estudou com Ester Scliar e Cleofe Person de Mattos (matérias teóricas) e piano com Salomea Gandelmann, Homero Magalhães e Moura Castro. A partir de 1970, trabalhou como crítico musical do Jornal do Brasil, em sucessão a Ronaldo Miranda, exercendo o cargo com notável competência e imparcialidade. De 1985 a 1990, dirigiu a seção de música do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, quando teve oportunidade de trazer ao Brasil Karlheinz Stockhausen. A partir de 1990, é o crítico musical do jornal O Globo, onde exerce também outras funções, como a de diretor da prestigiosa página Opinião. Eleito para a ABM em 1993, é também membro da Academia Brasileira de Arte e goza de muito prestígio nos meios musicais cariocas.

Obras publicadas: Caderno de Música (1983), Villa-Lobos, uma Introdução (1987), com valiosa edição ilustrada fora do mercado, Dicionário de Música Zahar (1987) e Música Clássica em CD, guia para uma discoteca básica (1997). Organizou, com Luiz Paulo Sampaio, a edição brasileira condensada do dicionário Grove (1994).

 


Fundador

Claudio Santoro

Claudio Santoro nasceu em Manaus/AM, em 1919 e foi um músico completo, que deixou obra variada e abundante, respeitada e interpretada com freqüência no Brasil e no Exterior. Possuía notável métier como músico, já que foi experimentado regente e surgiu como compositor, quando ainda era violinista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Autor de 14 sinfonias, foi indubitavelmente o nosso melhor sinfonista e exímio orquestrador. Sua prolongada experiência na Europa Oriental, onde regeu as melhores orquestras, e nos dois lados da Alemanha, como compositor, regente e professor, deu-lhe notável autoridade nacional e internacional. Os melhores dicionários internacionais de música contêm verbetes sobre a sua obra, que tem reconhecimento mundial.

Sua atuação na Universidade de Brasília, em dois períodos, e à frente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, marcou época na capital federal e seu desaparecimento prematuro deixou um vazio enorme. A morte inesperada de Claudio Santoro a 27 de março de 1989, em pleno ensaio de orquestra no Teatro Nacional, comoveu os amantes da boa música em nosso país. A televisão, os jornais e as revistas abriram grandes espaços para comentar a sua obra e sua personalidade multifacetária. Perdia o Brasil seu mais importante compositor vivo, amado e respeitado, aqui e no Exterior, já que Santoro viveu parte de sua vida na Europa. Seus amigos e admiradores preparavam-se para homenageá-lo em novembro de 1989, quando Cláudio completaria setenta anos.

 


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