Acadêmicos


 

 

Sergio de Vasconcellos-Corrêa

 

Cadeira 20
Patrono: João Gomes de Araújo
Fundador: João Caldeira Filho


Sergio de Vasconcellos-Corrêa, nascido em São Paulo (1934), veio da escola de Guarnieri, mas não seguiu o seu exemplo de escrever muitas canções. Bom pianista, estudou com Ilíria Serato, Ubelina Reggiani de Aguiar e interpretação com Magda Tagliaferro; regência coral com Martin Braunwieser e regência de orquestra com Eleazar de Carvalho, Simon Blech e Hans Swarowski. Foi crítico musical da Folha da Tarde e do jornal O Estado de São Paulo (com o pseudônimo de José Guilherme). Em 1974, recebeu pela primeira vez o prêmio de melhor compositor erudito do ano, outorgado pela APCA, o que se repetiu por mais uma dezena de vezes. É detentor do Prêmio Governador do Estado de São Paulo e autor do Hino dos Bandeirantes sobre texto poético de Guilherme de Almeida.

Entre suas obras ressaltamos a conhecida Suíte Piratiningana (1962) para orquestra e transcrita posteriormente para Banda Sinfônica, dois Concertinos, um para trompete e outro para piano e orquestra (1967), um importante concerto para piano e orquestra (1981), a ópera ainda inacabada Retábulo de Santa Joana Carolina ea ópera infantil Tibicuera, baseada em um livro de Érico Veríssimo. Em música de câmara, se destaca um excelente Trio para violino, violoncelo e piano, peças para piano, canções, etc. Recentemente deu a conhecer sua 1ª. Sinfonia que mereceu da APCA o “Prêmio de Melhor Obra Sinfônica do Ano”. É autor ainda de um Concerto para violão e orquestra (Concerto do Agreste) e outro para Gaita (Harmônica de Boca) e orquestra. Sua obra didática compõe-se de três livros;Planejamento em Educação Musical”; “Introdução à Harmonia” e “O Estudo do piano, um Início . . . sem Fim”.

Realizou valiosa atividade educativa em Campinas (UNICAMP) e São Paulo e desde a década de setenta vem pesquisando a música dos indígenas brasileiros. É membro titular da Academia Brasileira de Música desde 1988. Trilhou por bastante tempo o estilo nacionalista, mas não se privou de fazer experiências no politonalismo e atonalismo. Seu estilo de composição evoluiu no sentido de uma maior simplicidade harmônico-polifônica. Caminha ao sabor da sua intuição e evita clichês. Como regente, dirigiu por diversas vezes a OSESP a convite do maestro Eleazar de Carvalho. Em 1997 retomou a carreira de pianista, depois de quarenta anos afastado dos palcos. Em 1994 fundou a Academia Paulista de Música, da qual foi o primeiro Presidente.

 


Fundador

João Caldeira Filho

Nascido em Piracicaba (SP) em 1900, Caldeira Filho foi o maior crítico musical do jornal O Estado de S.Paulo, onde escreveu por mais de 40 anos, a partir de 1935. Era pianista, aluno de Mário de Andrade e de Savino de Benedictis. Aperfeiçoou-se em Paris com grande mestres como Isidor Phillip, Marguérite Long e Wanda landowska. Em 1931 começou a ensinar história da música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Música. Salientamos entre suas obras publicadas Noções de história da música (São Paulo, 1942), Os Compositores (São Paulo, 1961), São Paulo ­ espírito, povo e instituições (São Paulo, 1968), Apreciação musical (São Paulo, 1971), etc. Caldeira Filho escrevia com grande erudição e competência e era uma figura estimada e respeitada pelo meio musical paulistano, onde exerceu notável influência. Foi um dos maiores críticos musicais que o Brasil já produziu.

 


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