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Roberto Duarte
Cadeira 19 |
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Suas atividades acadêmicas incluem revisão e edição de várias obras orquestrais do grande compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Também teve o privilégio de ser aluno e assistente de quatro dos maiores compositores e regentes do Brasil: Francisco Mignone, José Siqueira, Eleazar de Carvalho e Raphael Baptista. Duarte se destaca como intérprete de música brasileira, tendo apresentado mais de cem estréias mundiais. Sua carreira internacional começou logo após ter ganho o Prêmio Koussevitsky no Concurso Internacional de Regentes do Festival Villa-Lobos, em 1975. Duarte já regeu as seguintes orquestras: Orquestra Tonhalle de Zurique, Ungarische Philharmonie, Orquestra da Radio Suisse Romande, Orchestra G. Enescu, Orquestra Sinfônica da Eslováquia, Orquestra de Câmara de Moscou, Tchaikowsky Orquestra Sinfônica de Moscou, Orquestra Bruckner-Linz, Orquestra Sinfônica de Akron e a Orquestra Sinfônica de Bari, além de quase todas as maiores orquestras brasileiras. Desde 1991, gravou mais de dez CDs com obras de Villa-Lobos e de outros compositores brasileiros. Com a Orquestra de Câmara Tommaso Traetta, que fundou na Itália em 1988, gravou um CD com obras desconhecidas do compositor italiano Comte de Saint Germain e do compositor brasileiro padre José Mauricio Nunes Garcia. Sua importância como professor é altamente significante. Por mais de vinte e sete anos ministrou aulas de regência na Escola de Música da UFRJ, e ministrou cursos em vários Estados brasileiros. No exterior, Duarte deu master classes no Chile, Grécia, Suíça e Itália. Foi professor de regência por quatorze anos no Corso Internazionale di Polifonia Latino Mediterranea na Itália. Duarte revisou as quatro suítes do Descobrimento do Brasil, de Villa-Lobos, para o editor parisiense Max Eschig. Para o governo brasileiro, através da FUNARTE, revisou e editou as óperas completas Il Guarany e Lo Schiavo, de A. Carlos Gomes. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, do Conselho Municipal de Cultura de Niterói, do Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil e dos Serviços Culturais do Departamento de Difusão Cultural da Universidade Federal Fluminense. De 1978 a 1980, foi diretor artístico dos Cursos Internacionais de Férias Pró-Arte de Teresópolis. Em duas ocasiões, em 1994 e em 1997, recebeu o prêmio de Melhor Regente do Ano da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Em 1996, foi agraciado com o melhor prêmio de música no Brasil, o Prêmio Nacional da Música como regente, concedido pelo governo brasileiro. Publicou os seguintes livros: Harmonia tradicional (Ed. do autor, 1964-1965); e Revisão das obras orquestrais de Villa-Lobos (Ed. Universidade Federal Fluminense, vol. I, 1989, e vol. II, 1994). Foi diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ de 1981 a 1995, da Orquestra Sinfônica do Paraná de 1998 a 1999 e da Orquestra Unisinos de 2003 a 2005. Extratos de Críticas “Sucesso triunfal para o regente brasileiro Roberto Duarte com a Orquestra Tonhalle de Zurique” Press release, Tonhalle-Geselschaft Zurich
“Sua regência é poderosa, mas também precisa, de maneira que nenhuma nuance seja esquecida. Com gestos calmos, consegue efeitos maravilhosos.” Neues Voksblatt, Áustria
“Que CD! Na verdade, palavras não conseguem fazer justiça a essa música: Tem que ser OUVIDA... O melhor é que o regente brasileiro Roberto Duarte leva os músicos tchecos a uma apresentação de convicção impressionante e de virtuosidade de primeira categoria.” Fanfare, EUA
“O CD é regido admiravelmente por Roberto Duarte. Consegue transformar a Orquestra Sinfônica da Rádio Bratislava de tal maneira que vibra em cores brasileiras com brilho e poesia pujante.” Harmonie, França
“Duarte impregnou a orquestra com o espírito que esperamos ouvir na música de Villa-Lobos. Uma gravação de primeira.” Stevenson, Inglaterra
“Experiente na música do seu conterrâneo, Villa-Lobos, e dotado com um dinamismo, uma mobilidade rítmica e uma veia notadamente colorista, Roberto Duarte conseguiu dar aos eslovacos uma infusão de sangue indígena para criar um sonho... Uma gravação apaixonante.” Repertoire, França
“Matuhabh, (2ª. Sinfonia de Mario Ficarelli) dedicada ao regente Roberto Duarte e à Orquestra Tonhalle, foi, acima de tudo, uma estréia esplendidamente interpretada.” Neue Zürcher Zeitung, Suíça
“Roberto Duarte do Rio de Janeiro é o ideal intérprete da música de Villa-Lobos. Duarte regeu maravilhosamente transcrições orquestrais das obras de Albeniz e Granados.” Gazzeta del Mezzogiorno, Itália |
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Benedito Nicolau dos Santos O violoncelista Benedito Nicolau dos Santos nasceu em Curitiba/PR, em 10 de setembro de 1878 e faleceu nessa mesma cidade em 09 de julho de 1956. Sua formação musical teve início na Escola de Belas Artes do Paraná. Teve atuação como violoncelista na orquestra do maestro Francisco Rodriguez Maiquez (Companhia de Zarzuelas Maria Alonso). Organizou, nessa época, uma orquestra de salão. Veio para o Rio de Janeiro para servir na Alfândega, entre 1906 e 1907, quando fez-se aluno de Cavalier Darbilly. Promovido a primeiro escriturário de Alfândega de Paranaguá, em 1907, lá organizou e dirigiu uma pequena orquestra. Mais tarde, fixou residência definitiva em Curitiba, dedicando-se a pesquisas sobre música. Exerceu atividades como professor no Colégio Paroquial de Paranaguá, na Academia Paranaense de Comércio e na Faculdade de Ciências Econômicas. Foi um dos fundadores e organizadores do Círculo de Estudos Bandeirantes, membro da Academia Paranaense de Letras, do Centro de Letras do Paraná, do Instituto de Musicologia de Montevidéu e do Conselho de Defesa do Patrimônio do Paraná. Fundou os periódicos O Vigilante (mensal) e O Cruzeiro (semanal), o primeiro em Paranaguá e o segundo em Curitiba, tendo colaborado nas revistas simbolistas O Sapo e Azul. Obras principais: no campo da musicografia, os livros Sonometria e Música (Curitiba, 1931/1935), A Pauta sinfônica, A Pauta sintética; Tertúlias musicais (1953) e Cantigas da infância; na criação musical, as operetas Vovozinha; Rosa vermelha e Pequena cantora; e nas peças teatrais Erros do coração, O Homem de saias e Lição de amiga. |
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Helza Cameu A compositora, pianista, professora e musicóloga Helza Cameu de Cordoville nasceu no Rio de Janeiro em 28 de março de 1903 e faleceu na mesma cidade em 1995. Iniciou os estudos de piano com Paula Ballariny, aos sete anos de idade. Aos dezesseis já era aluna de Alberto Nepomuceno e, posteriormente, no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, de João Nunes (piano) e Alfredo Richard (teoria). Em 1919, recebeu Medalha de Ouro nos exames finais. Ingressou no magistério, como professora auxiliar do Colégio Sacré Coeur, em 1922. Um ano depois, deu seu primeiro recital de piano no Instituto Nacional de Música. Prosseguiu os estudos com Agnelo França (harmonia), Francisco Braga (contraponto e fuga), Assis Republicano e Oscar Lorenzo Fernândez (composição), Gabriel Dufriche (canto) e Newton Pádua (violoncelo). Concluiu seu curso de composição em 1936, no Conservatório Brasileiro de Música. Foi um dos primeiros alunos de canto orfeônico, sob supervisão de Villa-Lobos, tão logo foi instituído o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico. Dedicou-se a dar aulas particulares e promoveu cursos de divulgação da música na Associação Brasileira de Imprensa e na Associação de Artistas do Brasil. Fez parte do conselho deliberativo da seção brasileira da Sociedade Internacional de Música Contemporânea. Colaborou na divisão de antropologia do Museu Nacional, para a catalogação e análise etno-musical de música indígena, em 1950. Escreveu o livro Introdução ao estudo da m úsica indígena, obra premiada pelo MEC em 1977. Foi produtora, na Rádio MEC, do programa Música e m úsicos do Brasil. Obteve o segundo prêmio no concurso do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, em 1936, com seu Quarteto de cordas opus 12 e, em 1944, ganhou o primeiro prêmio no concurso da Orquestra Sinfônica Brasileira, com seu Quadro sinfônico. Obras: principais: Música orquestral Concerto para piano e orquestra (1936); Quadro sinfônico opus 19 (1939). Música de câmara Suíte nº 1 para trio de cordas (1935); Suíte nº3 para quarteto de cordas (1935); Quarteto de cordas opus 12 (1937); Seresta nº 1 para orquestra de câmara (1942); Seresta nº 2 para orquestra de câmara (1942). Música instrumental Cantilena para violino e piano (1928); Peça característica para violino e piano (1950); Poema para violino e piano (1959); Scherzetto para violino e piano(1928); Sonata para violoncelo e piano (1942); Cidade nova para oboé e fagote (s.d.). Música vocal Saudade (1928); Eterna incógnita (1928); A Torre morta do ocaso (1933); Solidão (1934); Morena cor de canela (1934); Ao mar (1942). |
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