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Sonia Maria Vieira
Cadeira 18 |
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Paralelamente à sua carreira de concertista, desenvolve ainda as atividades de: revisora, camerista, acompanhadora, conferencista, pesquisadora (com um livro publicado sobre Folia de Reis, pela UFRJ) e professora de piano, de História da Música e das Artes. A partir de 1986 exerceu também atividades administrativas: de Supervisora e Diretora do Setor Artístico-Cultural, à Vice-Diretora e finalmente, Diretora da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atuou sob a regência de divresos maestros, em variados lugares, como solista de inúmeras orquestras sinfônicas, de câmera e Bandas Sinfônicas. Vários compositores, como César Guerra-Peixe, David Korenchendler, Oriano de Almeida, Maria Helena Rosas Fernandes, Murillo Santos e Ricardo Tacuchian têm-lhe dedicado inúmeras obras e alguns concertos, dos quais tem dado a primeira audição mundial. César Guerra-Peixe musicou sete poemas seus, dos quais “Sinto e Provo” foi editado pela cia. Irmãos Vitale. De 27 discos gravados com música brasileira, cinco foram considerados Melhores do Ano, pela Associação dos Produtores de Discos e pelos críticos musicais de O GLOBO e JORNAL DO BRASIL. “Sarau de Sinhá”, o primeiro CD do Duo Pianístico da UFRJ, recebeu críticas extremamente elogiosas, esgotando sua edição em apenas um ano. Desde 1981 realiza tournées, tendo dado recitais solo no Carnegie Recital Hall e no Waldorf Astoria de New York, EUA. Sua foto saiu na revista LIFE (maio de 1981), como também uma entrevista na revista TEMAS, de New York. É verbete da enciclopédia “The World Who’s Who of Women” de Cambridge, Inglaterra (1984), bem como destaque no livro de Mamoru Oxima sobre Música Brasileira, publicado em 1992 no Japão. Foi eleita, em 1994, para a cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Música. Em julho de 1998, esteve em Aarhus, Dinamarca, como a única representante da América do Sul a participar do Congresso do International Music Council da UNESCO. Como solista, tem se apresentado nos EUA (Boston, New York, Philadelphia, Washington e Miami), América Central e do Sul [México (Ciudad de México, Guanajuato, Celaya, Querétaro e San Miguel de Allende), Costa Rica e Venezuela], na Europa (Paris, Londres, Roma, Madri, Sevilha, Barcelona, Alicante, Cuenca, Guadalajara, Campo de Criptana, Almansa e Albacete) e em Israel (Tel Aviv); além dos recitais e entrevistas em rádios e televisões de vários países, com programas de até uma hora de duração, como o realizado para a TV Canal 5 de Caracas, Venezuela. Em maio de 2001 foi solista em Miami e Boston; em fevereiro de 2002, em Miami e em 26 de junho de 2003 apresentou-se na Copley Square, em Boston, para três mil pessoas. Como parte do Duo Pianístico da UFRJ, apresentou-se em concertos na Espanha (Madri), Áustria (Viena), EUA (dois em Washington: no Salão das Américas, da OEA e no Kennedy Center, onde o Duo foi aplaudido de pé – sendo transmitido diretamente via Internet, gravado e arquivado no site deste centro e no da Library of Congress); no México (Palácio de Bellas Artes da Ciudad de México) e em New York (Americas Society). O Duo também tocou no Palácio Real de Estocolmo, Suécia, e no Castelo de CARAS, em Brissac, Vale do Loire. O sucesso do evento pode ser atestado pela reportagem de 6 páginas na revista CARAS de 17 de outubro de 2003. Em novembro de 2005 o Duo deu dois recitais na Sorbonne, em Paris e, em junho de 2006 em Halle, na Alemanha, como parte da Copa Cultural do Brasil. |
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Walter Burle-Marx Nasceu em S. Paulo, a 23 de julho de 1902, onde estudou piano com Luigi Chiaffarelli. Transferiu-se em 1914 para o Rio de Janeiro onde foi estudar particularmente com Henrique Oswald, que o iniciou na carreira de concerto. Após múltiplos estudos de piano e matérias teóricas no Brasil, na Alemanha e na Inglaterra, sem interromper as atividades de pianista, foi estudar composição com Emil von Reznicek em 1926, o qual o encaminhou a Felix Weingartner para estudar regência. Em 1930 regeu seu primeiro concerto no Brasil. Em 1931, fundou a Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, conjunto que realizou dezesseis concertos, promovendo várias estréias no Brasil de importantes obras sinfônicas. A orquestra, infelizmente, teve existência curta. Em 1932, foi nomeado professor de regência do Instituto Nacional de Música, hoje Escola de Música da UFRJ. No mesmo ano tem início sua carreira internacional de regência, sempre prestigiando a música brasileira. Ainda na década de 30 fixou-se nos Estados Unidos. Na década seguinte, foi diretor do Theatro Municipal do Rio de Janeiro por alguns anos. Mas, em 1949, retornou definitivamente aos Estados Unidos, dedicando-se à composição e ao magistério. Faleceu em Akron, em 1990. Em sua obra, destacam-se três sinfonias: Primeira Sinfonia "Homenagem a Bach" (1949), Segunda Sinfonia "Alma Brasiliensis" (1950) e a Terceira Sinfonia, sobre temas de macumba. |
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