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Henrique Morelenbaum
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Henrique Morelenbaum nasceu a 5 de setembro de 1931, em Logow, na Polônia. Aos 3 anos e meio chegou ao Brasil, sua pátria adotiva, a qual tem se dedicado com amor e entusiasmo. Sua formação musical é das mais sólidas. Estudou violino, viola, regência e composição na Escola de Música da UFRJ e é doutor em Música pela mesma universidade. Sua atividade profissional é múltipla. Como camerista, participou de importantes grupos, entre eles o Quarteto Iacovino, o Quarteto de Cordas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, da Rádio Ministério de Educação e Cultura e da Escola de Música da UFRJ.Como solista, tocou os concertos para violino e orquestra de Tchaikowsky e Mendelssohn e a Sinfonia Espanhola, de Lalo. Além disso, integrou diversas orquestras de câmara, tendo sempre atuação das mais destacadas. O início de sua carreira como regente, em 1959, foi casual. Num espetáculo onde Margot Fontaine era a artista principal, Morelenbaum assumiu a batuta em virtude de um impedimento repentino do regente programado. O sucesso deste espetáculo o levou a dirigir importantes orquestras ao redor do mundo. Em sua intensa atividade como regente tem abordado todos os gêneros com a mesma facilidade, regendo com freqüência concertos sinfônicos, óperas e balés.A música nova e de compositores brasileiros tem merecido sua atenção especial. Sob sua batuta foram apresentadas em primeira audição mundial obras de Francisco Mignone, Almeida Prado, Aylton Escobar, Radamés Gnattali, Marlos Nobre, Edino Krieger, entre muitos outros. O magistério sempre o atraiu. Como professor de contraponto, fuga e composição na Escola de Música da Universidade do Rio de Janeiro teve o mérito de produzir uma geração de novos criadores musicais atuantes que hoje já são expoentes no cenário nacional e internacional. O reconhecimento e a seriedade de seu trabalho fez com que recebesse um incontável número de convites para participar de júris de concurso e bancas de exame. Em 1972, recebeu o Prêmio Villa-Lobos da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, como melhor regente do ano. Também na discografia nacional sua presença é importante. Gravou vários discos com obras de compositores brasileiros, do Padre José Maurício aos compositores contemporâneos. Entre os importantes cargos de direção que Morelenbaum ocupou destacam-se: diretor, por duas vezes, da Sala Cecilia Meireles, diretor-geral do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, também por duas vezes, diretor de Departamento da Coordenadoria de Música da Fundação de Artes do Rio de Janeiro e diretor-artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. |
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Ari josé Ferreira Paulista de Bebedouro, nasceu a 26 de agosto de 1905 e faleceu em Rio Bonito, Rio de Janeiro, em 24 de setembro de 1973. Possuidor de musicalidade precoce, já aos 12 anos de idade participava ativamente da vida musical de sua cidade tocando em bandas de música e pequenos conjuntos. Em 1922 viajou para o Rio de Janeiro e se matriculou no Grêmio Arcangelo Corelli para estudar flauta. Dedicado aos estudos, dez anos mais tarde foi para o então Instituto Nacional de Música, hoje Escola de Música da UFRJ para estudar flauta com Pedro Vieira Gonçalves e harmonia, contraponto e fuga com Paulo Silva. Ao concluir seu curso, em 1934, obteve também o Prêmio de Medalha de Ouro, em flauta. Na fundação da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ari Ferreira ocupou o posto de primeiro-flautista, onde permaneceu por 25 anos. Flautista de reconhecido talento, teve a honra de fazer a primeira audição mundial do Assobio a Jato de Villa-Lobos, em 1950, ao lado do violoncelista Iberê Gomes Grosso. Ambicionando ser regente viajou para a Áustria, em 1953, com o apoio da Academia Brasileira de Música, onde estudou com Hans Svarowsky por dois anos na Academia de Música de Viena. Obras principais |
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