Acadêmicos


 

 

Ronaldo Miranda

 

Cadeira 13
Patrono: José Amat
Fundadores: Paulo Silva e Andrade Muricy


Ronaldo Miranda nasceu no Rio de Janeiro, em 1948. Estudou composição com Henrique Morelenbaum e piano com Dulce de Saules, na Escola de Música da UFRJ.

Começou sua carreira como crítico de música do Jornal do Brasil e intensificou o seu trabalho como compositor a partir de 1977, quando obteve o 1º Prêmio no Concurso de Composição para a II Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Sala Cecília Meireles, na categoria de música de câmera. Em 1978, foi selecionado para representar o Brasil na Tribuna Internacional de Compositores da Unesco, em Paris. Nos anos seguintes, recebeu inúmeros prêmios em Concursos Nacionais de Composição e também o Troféu Golfinho de Ouro, em 1981, do Governo do Estado do Rio de Janeiro.A Associação de Críticos de Arte de São Paulo (APCA) considerou suas Variações sinfônicas a melhor obra orquestral de 1982.
Ronaldo Miranda participou de importantes festivais internacionais : o World Music Days, em Aarhus, Dinamarca (1983); a X Bienal de Música de Berlim (1985); o World Music Days, em Budapeste, Hungria (1986); o Aspekte Festival, em Salzburgo, Áustria (1992); e a série Musiques del nostre Temps, em Palma de Mallorca, Espanha (1992).

Em 1984, foi feito Chevalier dans l’Ordre des Arts et des Lettres, pelo Ministério da Cultura da França e, em 1986, recebeu o 3º Prêmio no Concurso Internacional de Composição de Budapeste, com a obra Três Momentos para violoncelo solo, estreada em março de 1987, no Festival de Primavera da capital húngara.

Em janeiro de 1988, foi contemplado com a Bolsa Vitae de Artes para compor a ópera Dom Casmurro, com libreto de Orlando Codá, que estreou no Teatro Municipal de São Paulo, em 1992. Suas obras têm sido apresentadas nas principais salas de concerto do Brasil e do exterior, como o Queen Elizabeth Hall (Londres), a Tonhalle (Zurique), o Mozarteum (Salzburgo), o Teatro Colón (Buenos Aires) e o Carnegie Hall (Nova Iorque). Inúmeras peças de sua autoria estão gravadas e muitas delas foram comissionadas por importantes instituições, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Organização dos Estados Americanos, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Coral sueco Vokalensemble, o Quinteto Villa-Lobos, o Ministério da Cultura do Brasil e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Em 1996, participou da série Sonidos de las Americas/Brasil, no Carnegie Hall (Nova Iorque), e, em junho de 2000, integrou a delegação que esteve presente à Semana de Música Brasileira, realizada na Hochschule für Musik, em Karlsruhe, Alemanha. Compôs, por encomenda do Ministério da Cultura, a Sinfonia 2000, em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Em setembro de 2001, recebeu da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo o Troféu Carlos Gomes, como melhor compositor do ano. Suas obras têm sido registradas em inúmeras gravações, no Brasil e no exterior, destacando-se dois CDs totalmente dedicados à sua produção : Ronaldo Miranda/Trajetória (ABM/RioArte Digital, 1999), com diversos intérpretes, e Liberdade/A Música Coral de Ronaldo Miranda (Oficina Coral do Rio de Janeiro/2001), com o Coral Canto em Canto, sob a regência de Elza Lakschevitz.

Ronaldo Miranda foi um dos nove compositores que participaram do projeto Amazônia Deslendada, promovido em 2003, pela Fundação Apollon de Bremen, musicando três poemas de Hermann Hesse, reunidos numa obra intitulada Unterwegs. As peças criadas para esse projeto foram estreadas em Berlim e Bayreuth, com a presença dos autores, sendo apresentadas em seguida em importantes salas de concerto da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França. Em novembro do mesmo ano, a convite da Brahmsgesellschaft, Ronaldo Miranda foi artista residente no Brahmshaus Studio, em Baden-Baden, onde criou a obra Festspielmusik, para dois pianos e percussão.

Em junho de 2004, esteve presente à estréia de seu Concerto para quatro violões e orquestra, no Meyerhoff Hall de Baltimore, durante o The First World Guitar Congress. Comissionado pela Towson University, o concerto foi interpretado pelo Quarteto Brasileiro de Violões e pela Baltimore Symphony Orchestra, sob a regência de Andrew Constantine.

Por encomenda do violoncelista Antonio Meneses, escreveu a peça Etius Melos, como prólogo à Suite nº1 para violoncelo solo, de J.S. Bach. A estréia desta obra ocorreu em abril de 2005, no Teatro Cultura Artística de São Paulo, seguindo-se sua apresentação em várias cidades brasileiras. Ainda em 2005, foi comissionado pela Sala Cecília Meireles para escrever uma obra sinfônica em homenagem aos 40 anos da instituição. A peça composta foi intitulada: Celebrare - uma abertura festiva e a estréia se deu em dezembro, com a Orquestra Sinfônica Brasileira e Henrique Morelenbaum na própria Sala Cecília Meireles.

Em 2006, compôs – por encomenda da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo – a ópera A Tempestade, baseada na peça de William Shakespeare. A estréia ocorreu em setembro, no Theatro São Pedro, com regência de Abel Rocha e direção cênica de William Pereira, valendo ao autor o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Ronaldo Miranda ocupou vários cargos como jornalista, professor e administrador musical. Foi crítico musical do Jornal do Brasil, Professor de Composição da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Diretor-adjunto do Instituto Nacional de Música da FUNARTE e Diretor da Sala Cecília Meireles.

Atualmente, é Professor de Composição do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

- E-mail : contato@ronaldomiranda.com

- Site: www.ronaldomiranda.com

- Currículo completo disponível na Plataforma Lattes, no sítio do CNPq

- Listagem das principais obras disponível aqui

 


Fundador

Paulo Silva

José Paulo Silva foi um dos mais famosos professores de sua época, além de regente e compositor. Alguns dos melhores compositores brasileiros do seu tempo foram seus alunos no Instituto Nacional de Música no Rio de Janeiro. Nascido nesta capital em 1892, foi aluno de Francisco Braga, Frederico Nascimento e Agnelo França nessa instituição tradicional ( que hoje pertence à UFRJ) e onde em 1921 já seria livre-docente de harmonia. Terminou o curso de direito em 1932 e, em 1935, obteve por unanimidade a cátedra de contraponto e fuga no INM. Ensinou também prosódia musical no Conservatório Nacional do Canto Orfeônico, a convite de Villa-Lobos. Em 1937, esteve em Paris e lá visitou o famoso conservatório. Publicou diversos livros didáticos de música, muito apreciados na época no Brasil, e foi autor de obras para orquestra e música de câmara. Seu grande prestígio decorre sobretudo de suas altas qualidades como mestre. Faleceu nesta capital em 1967, cercado pelo carinho e admiração de seus alunos e colegas.

Principais obras

Obras didáticas: Cartilha de Música (1926); Manual de Harmonia (1932); Curso de Contraponto (1933); Manual de Fuga (1935); Linguagem da música (1954).
Bandas de música: Dobrados (1915, 1916, 1917,1918, 1919 e 1920); Republicano; Sírio; Brasil; Franco Vaz; Escola 15 de Novembro; General Luiz Tetamantti; Dr. Alvaro Reis; Dr. Custódio; Dr Lemos Brito; Iris; Henrique de Sousa; Dr. Silva Gomes; Ideal; Dr. Aguiar Moreira
Quarteto de Saxofones: Prelúdio e Fuga; Expressões Brasileiras.
Quarteto de cordas: Quarteto em si menor; Romance sem palavras; Prelúdio e fuga; Homenagem a Francisco Braga.
Violoncelo e piano: Romance sem palavras.
Piano: A Mesma história de sempre; Melancolia; Sonho; Dança mística; Balanço; Ciranda em variações..
Para Canto e Piano: O Rio escuro; Meiguice; A Fonte; Religião; O Órgão; As Lágrimas de ouro; O Violino; O Receio; O Isolamento; O País da mocidade; Maria do Céu; O Penitente.

 


Fundador

Andrade Muricy

Nascido em Curitiba, Paraná, em 1895, José Cândido de Andrade Muricy se tornaria um dos mais eminentes críticos musicais e literários do Brasil. Estudou na cidade natal com Leo Kessler e, no Rio de Janeiro, com Luciano Gallet e Tomás Terán. Formou-se em Direito em 1919 e viveu na Suíça de 1923 a 1925. Em 1927, fundou a revista Festa e a partir de 1937 foi crítico musical do Jornal do Comércio, onde escrevia regularmente um famoso rodapé, sucedendo a Oscar Guanabarino. Foi professor do Conservatório de Canto Orfeônico, do Conservatório Brasileiro de Música e da Escola de Música Sacra. Em 1952, nomeado diretor do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e para o Conselho Federal de Cultura. Em 1972, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. Foi o maior crítico musical de sua época.Foi membro fundador da Academia Brasileira de Música, que viria a presidir em sucessão a Villa-Lobos (1959).

Obras prncipais: Nova literatura brasileira (1936), Caminho de música (1946), Villa-Lobos, uma interpretação (1961), Panorama do movimento simbolista (1974), Cruz e Souza (1974).


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