Acadêmicos


 

 

Mario Ficarelli

 

Cadeira 11
Patrono: Domingos Muçurunga
Fundador: Savino de Benedictis


Estudou piano com Maria de Freitas Moraes e Alice Philips e composição com Olivier Toni. Seu catálogo de obras é extenso, incluindo obras para quase todas as formações instrumentais: câmara, vocal, coral, cênica e sinfônica. Obteve vários prêmios em concursos de composição no país e no exterior. Possui diversas obras editadas no Brasil, Europa e Estados Unidos. Em 1975 participou da Tribuna Internacional de Compositores, em Paris, regendo sua obra Ensaio-72 no Theatre de la Ville. Transfigurationis, encomendada pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, estreou em 1981, valendo-lhe na ocasião o premio da APCA-Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1988 esta obra foi estreada pela Orquestra Sinfônica Tonhalle de Zurique e em 1992 teve três execuções pela Orquestra Sinfônica Bruckner de Linz, na Áustria.

Em 1992 estreou com sucesso sua Sinfonia nº 2 - Mhatuhabh, em Zurique, sob a regência de Roberto Duarte frente à Orquestra Sinfônica Tonhalle, que encomendou a obra. Em 1995, quando da estréia desta sinfonia em São Paulo, com a OSESP, obteve novamente o prêmio da APCA. No mesmo ano conquistou a Bolsa Vitae de Artes para a composição da 3ª Sinfonia, tendo a obra sido escrita na Suíça, onde residiu por um ano. Esta peça teve estréia mundial em abril de 1998 sob a regência de Roberto Duarte e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Em 1994 foi eleito membro da Academia Brasileira de Música. Em 1996, sua Missa Solene (1996) para coro e solistas infantis, órgão e percussão foi estreada na Hungria em julho do mesmo ano, comemorando os 1000 anos da Abadia de Pannohalma para o quê a obra Ihe foi encomendada.

Novamente, mediante concurso obteve em 1997 a Bolsa Vitae de Artes para a composição de três quintetos: Quinteto para oboé e quarteto de cordas; Quinteto para trompa e quarteto de cordas (1998), e Quinteto para 2 violinos, 2 violas e violoncelo (1998). Em 1997 compôs, atendendo a encomendas, Toccata para violino, violoncelo e piano; Tempestade Óssea - sexteto para 2 xilofones, 2 marimbas, 5 claves e 5 temple blocks (gravação do Grupo de Percussão da UNESP); A Coisa - Cantata para coro e percussão sobre texto de Millôr Fernandes. Seu nome é verbete em destacadas publicações estrangeiras, tais como Groves Dictionary of Music e Who's Who in the Worl. Dedicado também ao magistério, lecionou composição e outras disciplinas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde foi professor Livre Docente em composição, e Chefe do Departamento de Música da ECA-USP em 1997.

E-mail: m.ficarelli@uol.com.br

 


Fundador

Savino de Benedictis

Savino de Benedictis foi compositor, musicólogo e professor. Nasceu na cidade italiana de Bari em 20 de janeiro de 1883 e faleceu em São Paulo em 15 de agosto de 1971. Iniciou seus estudos musicais com o pai e com o maestro Gaetano Foschini (contraponto, fuga e composição). Veio para o Brasil com cerca de vinte anos de idade. Fez parte do primeiro grupo de docentes do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, ocupando, entre 1910 e 1928, o posto de professor de harmonia, contraponto e fuga. Fundou e dirigiu a Academia Musical de São Paulo. Passou a lecionar harmonia no Instituto Santa Marcelina, de São Paulo, de 1934 a 1943. Lecionou também no Conservatório Musical de Santos, no Conservatório Carlos Gomes e no Instituto Caetano de Campos, de São Paulo. Sua abertura Curumiaçu mereceu o primeiro prêmio no concurso promovido pelo Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Fundou e organizou o Centro Musical de São Paulo. Publicou: Compêndio de harmonia (São Paulo, 1921); Terminologia musical (São Paulo, 1941); O Canto coral nas escolas (São Paulo, s.d.); O Canto coral nos colégios (São Paulo, s.d.); Curso de harmonia (São Paulo, s.d.).

Obras principais:

Centenário da Independência do Brasil (sinfonia); Curumiaçu (abertura); Ouverture em ré maior; Rapsódia brasileira; Lenda brasileira (poema sinfônico), Velha canção; Quarteto em dó maior; Pã se inspira (música de câmara), Aquarelas; Danse grotesque; Mariage de pierrot; Mosaico; Souvenir du bal; Ciranda; Meditação; Recuerdo del tango; Serenata nostálgica (instrumental), L’écho; Numa coluna; Vem cá, Bitu; A Voz do sino; Aurora; Doce infância; Modinha; O Patinho e Macumba (música vocal).


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