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Osvaldo Lacerda
Cadeira 09 |
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Osvaldo Costa de Lacerda nasceu em São Paulo, SP, Brasil, em 23 de Março de 1927. Aos nove anos de idade, iniciou seus estudos de piano com Ana Veloso de Rezende, continuando-os, mais tarde, com Maria dos Anjos Oliveira Rocha e José Kliass. Aprendeu os primeiros rudimentos de Harmonia e Contraponto com Ernesto Kierski, de 1945 a 1947. No final da década de 1940, teve aulas de técnica vocal com a cantora russa exilada Olga Urbany de Ivanov. De 1952 a 1962, estudou Composição com Mozart Camargo Guarnieri, a quem deve o início de sua carreira, e sob cuja orientação formou sua personalidade de compositor. Seu estilo caracteriza-se por um refinado nacionalismo, fruto de extenso conhecimento das características da música brasileira, aliado a sólido domínio das técnicas modernas de composição. Em 1963, passou um ano nos Estados Unidos, sob os auspícios da John Simon Guggenheim Memorial Foundation, tendo sido o primeiro compositor brasileiro a usufruir uma Bolsa de estudos dessa importante Fundação. Teve, então, aulas de Composição com Vittorio Giannini, em Nova York, e Aaron Copland, em Tanglewood. No final da década de 1970 e princípio da de 1980, aconselhou-se em orquestração com o maestro Roberto Schnorrenberg. Em maio de 1965, foi um dos compositores que o Ministério das Relações Exteriores enviou aos Estados Unidos, para representar o Brasil no Seminário Interamericano de Compositores, na Universidade de Indiana, e no III º Festival Interamericano de Música, em Washington. Em abril de 1996, foi um dos compositores brasileiros que a American Composers Orchestra convidou para participar, em Nova York, do Festival “Sonido de las Américas: Brazil”. Entre suas obras, que vêm sendo cada vez mais executadas no Brasil e no Exterior, destacam-se trabalhos para piano, canto e piano, coro, conjuntos de câmara, orquestra e banda, muitos dos quais se acham editados e gravados em discos, no Brasil e Exterior. No Brasil, tem os seguintes editores: Academia Brasileira de Música, Artur Napoleão, Cultura Musical, Irmãos Vitale, Mangione e Filhos, Musicalia, Novas Metas, Ricordi Brasileira, e Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, MusiMed, Universidade de Brasília, Funarte, Coomusa e Vozes. No Exterior, são os seguintes os seus editores: Gotthard Döring, Hans Gerig, Moeck, Schott’s Söhnne, Tonos, e Zimmermann (Alemanha); Frangipani Press, Paul Price, Tempo Primo, e União Pan-americana (Estados Unidos); Saga (Inglaterra). É detentor dos seguintes prêmios em concursos de composição: Primeiro Prêmio no Concurso Nacional de Composição “Cidade de São Paulo” (promovido pela Prefeitura Municipal de São Paulo, em 1962), com a Suíte Piratininga para orquestra; Primeiro Prêmio no Concurso de Composição de Obras Sinfônicas (promovido pela Rádio Ministério da Educação e Cultura, do Rio de Janeiro, em 1962), com a mesma Suíte Piratininga; Segundo Prêmio no Concurso de Composição A Canção Brasileira (promovido pela Rádio Ministério da Educação e Cultura, do Rio de Janeiro,em 1962), com a canção Mandaste a sombra de um beijo; Primeiro Prêmio no Concurso de Composição e arranjos para coro misto a quatro vozes (promovido pela Universidade Federal da Paraíba, em 1967), com o coro Poema da Necessidade; Primeiro Prêmio no I º Concurso Nacional de Composição para Instrumentos de Sopro-trompa e fagote (promovido pelo Sindicato dos Músicos Profissionais do Município do Rio de Janeiro, em 1984), com Três Melodias para fagote e piano. Além desses prêmios em concursos de composição, obteve também os seguintes: Prêmio “Melhor Revelação como Compositor em 1962”, outorgado pela Associação de Críticos do Rio de Janeiro; Prêmio “Melhor Obra de Câmara em 1970”, outorgado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, com o Trio para piano, violino e violoncelo; Prêmio “Melhor Obra de Câmara em 1975”, outorgado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, com as Quatro Peças Modais para orquestra de cordas; Prêmio “Melhor Obra de Câmara em 1978”, outorgado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, com Appassionato, Cantilena e Tocata, para viola e piano; Prêmio “Melhor Obra de Câmara em 1981”, outorgado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, com o Concerto pra flautim e orquestra de cordas; Prêmio “Melhor Obra de Câmara em 1986”, outorgado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, com a Sonata para oboé e piano; e Prêmio “Melhor Obra Sinfônica em 1994”, com Cromos para piano e orquestra. Em 1968, recebeu o troféu “Ordem dos Músicos do Brasil-1968, Compositor de Musica Erudita”. Recebeu as seguintes medalhas: Alexandre Lévy, na qualidade de Presidente da Sociedade Pró Musica Brasileira, pela divulgação dada à obra daquele compositor; Marechal Candido Mariano da Silva Rondon e Brigadeiro José Vieira Couto de Magalhães, ambas outorgadas pela Sociedade Geográfica Brasileira. Foi fundador da Mobilização Musical da Juventude Brasileira (1945), e Diretor do Departamento de Divulgação da Musica Brasileira (1951 e 1952), daquela entidade em São Paulo. Foi fundador e Diretor Artístico da Sociedade Paulista de Arte, entidade que, de 1949 a 1955, apresentou diversos novos valores musicais ao público paulistano. Foi fundador e Presidente da Sociedade Pró Musica Brasileira, entidade que, em São Paulo, de 1961 a 1966, promoveu ampla divulgação da musica brasileira. Foi novamente Presidente da mesma Sociedade, quando esta ressurgiu brevemente em 1984. É fundador e Presidente do Centro de Música Brasileira, desde a sua fundação em dezembro de 1984, entidade que, em São Paulo, promove grande divulgação da música erudita brasileira. Foi membro da Comissão Municipal de Música, em Santos (1965 a 1967); Presidente da Comissão Estadual de Música, em São Paulo (1967); e membro da Comissão Nacional de Música Sacra (1966 a 1970). É membro efetivo da Academia Brasileira de Música, onde ocupa a cadeira nº 9, cujo patrono é Tomaz Cantuária. Dedicou-se sempre intensamente ao ensino da música, na qualidade de professor de Teoria Elementar, Solfejo, Harmonia, Contraponto, Análise Musical, Composição e Orquestração. Seus livros Compêndio de Teoria Elementar da Música, Exercícios de Teoria Elementar da Música, Curso Preparatório de Solfejo e Ditado Musical, e Regras de Grafia Musical são adotados em inúmeras escolas de música do Brasil e Portugal. Destaca-se a sua participação, como professor, no Curso de Formação de Professores da Comissão Estadual de Música, de São Paulo, de 1960 a 1962, e de 1969 a 1970; no I º Seminário de Música de Sergipe em 1967; no II º Festival de Inverno de Ouro Preto em 1968; no Curso Internacional de Música do Paraná, de 1966 a 1970, em 1975 e 1977, e em muitos outros Cursos de Música, realizados em diversas cidades do Brasil como Campinas, Ribeirão Preto, Franca, Pindamonhangaba, Presidente Prudente, Poços de Caldas, Londrina, Natal, dentre outras.. Foi o primeiro compositor convidado para o “Festival de Bar-Harbor” (Maine,USA), em julho de 1997, tendo tido várias de suas obras executadas em inúmeros concertos, com extraordinário êxito. Em 24 de Novembro de 1997, recebeu o troféu “Guarani”, outorgado pela Secretaria de Estado da Cultura, de São Paulo, como Personalidade Musical do Ano.Ainda em 1997, recebeu o Grande Prêmio da Crítica, da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Em janeiro de 1999, foi convidado a participar, na qualidade de compositor, de um Festival de Música Latino-Americana, promovido pelo Bard College em Annadale-on-Hudson, no Estado de New York. Obras suas foram então tocadas em diversos concertos promovidos pelo College. Nessa ocasião, um concerto com cinco de suas obras foi apresentado na prestigiosa série de concertos da Trinity Church, na cidade de New York. Esteve o concerto a cargo da Manhattan Chamber Orchestra, regida pelo entusiástico e eficiente Maestro Richard Auldon Clark. Em 29 de março de 2004, recebeu o Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), por Lembrança de Amor, como melhor CD de 2003. Em 24 de Julho de 2006, recebeu a Medalha Anhangüera, a mais importante condecoração concedida pelo Estado de Goiás, pelos seus serviços prestados à música brasileira e à música em geral. REFERÊNCIAS: |
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Paulino Chaves Pianista, compositor, regente e professor, Paulino Lins de Vasconcellos Chaves nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, a 26 de junho de 1883 e faleceu no Rio de Janeiro a 31 de julho de 1948. Fez os primeiros estudos em Belém, Pará. Foi iniciado na música por sua mãe e pela professora Idalina França. Aos 8 anos, compôs a mazurca Saudades de uma rosa. Em 1896, por ocasião da morte de Carlos Gomes, escreveu uma Marcha Fúnebre em homenagem ao mestre. Iniciou brilhante carreira de pianista ainda na adolescência, antes de partir para Leipzig, na Alemanha, em 1899, para matricular-se no Real Conservatório, onde estudou piano com Robert Teichmüller e composição com Salomon Jadassohn. Entre outros prêmios, recebeu, no tempo de estudante, o Mozart Stipendium. Retornando ao Brasil, em 1903, foi nomeado professor do Instituto Carlos Gomes, que veio a dirigir mais tarde. No Pará, fez carreira de pianista e de regente. Realizou recitais também no sul do país. Em 1910, partiu para Manaus, tornando-se catedrático da Escola Normal do Amazonas. Ali ficou até 1913, quando voltou a Leipzig para um ano de estudos de aperfeiçoamento. No retorno ao Brasil, volta a fixar residência em Belém, onde cria diversas instituições musicais. É desta época a estréia da Missa solene em honra de São Luís e da Missa de Santa Joana d'Arc, cantada na Basílica de Nazareth na festa da Canonização de Santa Joana d'Arc. Em 1927, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde continuou sua intensa atividade artística. Foi nomeado professor interino do Instituto Nacional de Música. |
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Brasílio Itiberê II Brasílio Ferreira da Cunha Luz, compositor, folclorista, crítico e escritor, nasceu em Curitiba, Paraná, em 17 de maio de 1896 e faleceu no Rio de Janeiro em 10 de dezembro de 1967. Era sobrinho do compositor e diplomata Brasílio Itiberê da Cunha, razão pela qual optou por usar Brasílio Itiberê II como nome artístico. Estudou piano com Adolfo Corradi e, mais tarde, com Leo Kessler, em Curitiba. Diplomou-se em engenharia. Fundou, em 1927, com Andrade Muricy e outros, no Rio de Janeiro, a revista modernista Festa, da qual foi articulista e crítico musical. Transferiu-se, definitivamente, para o Rio de Janeiro em 1934. A suite Invocação, canto e dança foi premiada ex aequo com obra de Radamés Gnattali, pela Associação de Artistas Brasileiros, nesse ano. Tornou-se amigo de Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Villa-Lobos. Em 1938, foi nomeado para a primeira cadeira de folclore criada no país, no Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Foi premiado, nessa época, pelo Ponteio para São João, em concurso do jornal A Noite. Em 1942, passou a lecionar folclore no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico. Publicou Ernesto Nazareth na música brasileira (Boletim Latino-Americano de Música, tomo VI, Rio de Janeiro, 1946). Obras principais: Música orquestral: Momento eufórico; Prelúdio vivaz. Música de câmara: Trio nº 1 (1939); Introdução e allegro (1945); Duplo quinteto (1946). Música instrumental: O Cravo tropical (1944); Invenção nº 1 (1934); Poema (1936); Seis estudos (1936). Música vocal: Ponteio para São João (1938); Cordão de prata (1939); A Infinita vigília (1941); O Canto absoluto (1947); Estâncias. |
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