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Mercedes Reis Pequeno
Cadeira 07 |
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Mercedes Reis Pequeno nasceu no Rio de Janeiro em 8 de fevereiro de 1921, filha de Pedro Moutinho dos Reis Filho e Maria Olympia de Moura Reis, professora que trabalhou com Villa-Lobos na implantação do ensino de música nas escolas primárias. Diplomada pela Escola de Música da Universidade do Brasil, em 1937, colaborou na Revista Brasileira de Música da Escola, a convite de Luiz Heitor Corrêa de Azevedo, de 1940 a 1941. Completou o curso de Biblioteconomia do DASP e, em 1942, ingressou, por concurso, na carreira de bibliotecário do MEC - Instituto Nacional do Livro, trabalhando com Augusto Meyer. Convidada pela União PanAmericana (atual OEA) exerceu, de 1947 a 1949, a função de assistente do musicólogo Charles Seeger, então diretor da divisão de música da entidade. De volta ao Brasil, em 1951 iniciou o trabalho de criação e organização da Divisão de Música da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, graças ao apoio do então diretor da Biblioteca - o escritor Eugênio Gomes - e a compreensão do Diretor do INL, construindo uma das mais importantes bibliotecas de música da América Latina. Em 1953, casou-se com o jornalista, lingüista e violoncelista Evandro Moreira Pequeno. Chefiou a Divisão de Música até 1990, quando se aposentou. Durante sua gestão na divisão organizou e apresentou inúmeras exposições comemorando efemérides musicais nacionais e estrangeiras, sendo que dezoito com catálogos impressos, focalizando a vida e a obra de compositores: José Maurício Nunes Garcia (1967); Francisco Braga (1968); Alberto Nepomuceno (1964); Ernesto Nazareth (1966); Glauco Velasquez (1964); Beethoven (1970); Mozart (1956 e 1991); Milhaud (1970) e ainda Música no Rio de Janeiro Imperial (1962), I Decênio da Divisão de Música e Arquivo Sonoro (DIMAS) e Três Séculos de Iconografia da Música no Brasil (1974) entre outras. Ministrou cursos de organização de bibliotecas de música e participou de vários congressos da Associação Internacional de Bibliotecas, Arquivos e Centros de Documentação de Música (AIBM). Como vice-presidente desta associação, de 1965/74, colaborou em vários projetos da entidade, destacando-se o RISM (Répertoire International des Sources Musicales) e RILM (Répertoire International de Litterature Musicale). Foi membro correspondente do Boletin Interamericano de Música publicado pela OEA (Washington, D.C.) de 1950/73. Distinções recebidas: Prêmio Paula Brito(1974); Prêmio Estácio de Sá (1977); Medalha Biblioteca Nacional(1990); Medalha Museu da Imagem e do Som-RJ (1990); Medalha da Societé d'encouragement au progrès-Paris (1993). Membro da Academia Brasileira de Música-1994. Trabalhos publicados: Bibliografia Musical Brasileira-1820-1950, em colaboração com Luiz Heitor C. de Azevedo e Cleofe Person de Mattos-INL.1951; A Música Militar no Brasil no século XIX, Imp.Militar,1951; Formação profissional do bibliotecário especializado em música - Anais do 4º Congresso da AIBM-Bruxelas,1955; Impressão musical no Brasil-verbete Enciclopédia da Música Brasileira,SP,1977; Bibliotecas e Arquivos de música no Brasil-verbete Grove's Dictionary of Music and Musicians-Londres,1980; Brazilian music publishers- Inter-American music review-1988; Música no Nordeste até os Oitocentos - ensaio publicado na obra de Clarival do Prado Valadares- Nordeste Histórico e Monumental. R.J.,Odebrecht,1982. E-mail mrpequeno@oi.com.br |
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Martin Braunwieser Martin Braunwieser foi professor, regente e compositor. Nasceu em Salzburg, na Áustria, em 6 de junho de 1901. Diplomou-se pelo Mozarteum de sua cidade natal, tendo exercido atividades musicais na Grécia por vários anos. Chegou ao Brasil em 1928, e exerceu atividades de professor no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo entre os anos de 1930 e 1935. Assumiu a direção artística da Rádio Educadora Paulista em 1932. Ocupou a regência, como substituto, do Coro do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo a convite de Mário de Andrade. Fundou a Sociedade Bach de São Paulo. Participou, em 1938, da Missão de Pesquisas Folclóricas, que percorreu o norte e nordeste do país, enviado pelo Departamento de Cultura da prefeitura paulista. Naturalizou-se brasileiro e passou a lecionar no Instituto Musical de São Paulo, nesse mesmo ano. Entre os anos de 1948 e 1951 lecionou no Conservatório Musical Santa Marcelina (Harmonia superior, Contraponto e Composição). No Conservatório Estadual de Canto Orfeônico, ensinou regência nos anos de 1949 a 1971, tendo também organizado e dirigido, de 1949 e 1964, o ensino musical nos parques infantis da prefeitura de São Paulo. |
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