Acadêmicos


 

 

Ernani Aguiar

 

Cadeira 04
Patrono: J. J. E. Lobo de Mesquita
Fundadora: Oneyda Alvarenga

 

O compositor, violista e maestro Ernani Aguiar fez seus estudos musicais sob a orientação de Paulina d’Ambrósio e Santino Parpinelli (violino e viola), César Guerra-Peixe (composição), Carlos Alberto Pinto Fonseca (regência) e Jean-Jacques Pagnot (música de câmara). Foi bolsista do Mozarteum Argentino, tendo estudado com Sérgio Lorenzi. No Conservatório Cherubini, em Florença (Itália), estudou com Roberto Micchelucci (violino), Annibale Gianuario (regência), Franco Rossi (música de câmara) e Mário Fabbri (história da música).

Fez cursos de aperfeiçoamento em regência com Franco Ferra, Adone Zecchi, Giuseppe Montanari e Sergiu Celibidache. Foi provavelmente o primeiro estrangeiro, nos últimos três séculos, a reger o grande coro da Catedral de Florença, e recebeu o título de Maestro de Capela em Santa Maria de Peretola, na mesma cidade. Foi professor de regência do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO e é professor da Escola de Música da UFRJ. Foi coordenador do Projeto Orquestras da Funarte (1982-1985). Em 1990, recebeu o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. Como regente, dedica-se especialmente ao repertório brasileiro e ao repertório contemporâneo internacional. Como pesquisador, tem sua atenção totalmente voltada para a música brasileira do período colonial, tendo realizado edição crítica de grande quantidade de obras. Como compositor, tem tido sucesso expressivo, e sua música está freqüentemente presente em programas de concertos, no Brasil e no exterior, existindo boa quantidade de edições fonográficas de obras suas.

E-mail: ehaguiar@terra.com.br

 


Fundadora

Oneyda Alvarenga

A folclorista e poeta Oneyda Paoliello de Alvarenga nasceu em Varginha/MG, em 6 de dezembro de 1911 e faleceu em São Paulo, em 24 de fevereiro de 1984. Foi discípula de Mário de Andrade no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde diplomou-se em 1934. Por indicação de Mário de Andrade, foi a criadora, em 1935, e primeira diretora da Discoteca Pública Municipal de São Paulo. Seu primeiro estudo sobre o folclore foi Cateretês do sul de Minas. Foi fundadora da Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo, membro da Campanha em Defesa do Folclore Brasileiro e da Comissão Nacional de Folclore, da União Brasileira de Escritores e membro correspondente do International Folk Music Council e da Association Internationale des Bibliothèques Musicales (CIM-UNESCO). Estreou na literatura em 1938 com o livro de poemas A menina boba. Recebeu o Prêmio Fábio Prado em 1938 pela obra Música popular brasileira. Em 1958, recebeu a Medalha Sílvio Romero, por sua produção referente ao folclore brasileiro. Foi a responsável pela edição crítica de diversas obras de Mário de Andrade, publicadas postumamente. Publicou grande quantidade de artigos sobre diversos aspectos do folclore brasileiro.

 


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