Acadêmicos


 

 

Cecilia Conde

 

Cadeira 03
Patrono: Domingos Caldas Barbosa
Fundadores: Jayme Ovalle e Radamés Gnatalli
1ª Sucessora: Bidu Sayão

 

Ceciília Fernândez Conde é filha da cantora Amália Fernândez Conde e sobrinha do compositor Oscar Lorenzo Fernândez. Ela nasceu no Rio de Janeiro e fez estudos de piano e de canto no Conservatório Brasileiro de Música, fundado por seu tio, por sua mãe e por outros amigos músicos. Neste conservatório, ela fez sua brilhante carreira de musicista e professora. Enquanto diretora técnico-cultural do estabelecimento, ela foi a responsável pela criação do curso de Musicoterapia e do primeiro mestrado em Música credenciado no país.

Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Educação através da Arte e coordenadora de ação cultural do Programa Especial de Educação, da Secretaria Extraordinária de Programas Especiais do Estado do Rio de Janeiro. Cecilia Conde foi presidente do Comitê Latino-Americano de Musicoterapia e é membro honorário do Foro Latinoamericano de Educación Musical. Deu aulas em todos os estados brasileiros. De 1964 a 1987, compôs música para mais de 30 espetáculos teatrais e para cinco filmes. Dentre os prêmios recebidos por ela, destacam-se o Prêmio Nacional da Música 1996 – categoria Educação Musical (Funarte/Ministério da Cultura), Prêmio Funarte 1979 para o Melhor Roteiro de curta metragem infantil (com Nelson Xavier), Melhor Música para Teatro Infantil (O barquinho, de Illo Krugli) (Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, 1972) e Prêmio Molière – Melhor Música para Teatro, 1970.

E-mail: cultura@cbm-musica.org.br

 


Fundador

Jayme Ovalle

O compositor Jayme Rojas de Aragón y Ovalle nasceu em Belém/Pará, em 5 de agosto de 1894 e faleceu em 9 de setembro de 1955. Foi autodidata no piano e no violão. Adolescente ainda, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde entrou em contato com Villa-Lobos, Luciano Gallet e outros compositores. Fez concurso para a Fazenda Nacional, vindo a ocupar delegacias do Tesouro Nacional em Londres e em Nova York. Foi em Londres que compôs quase toda a sua obra, publicada depois de seu retorno ao Rio de Janeiro, em 1937. A celebridade veio com canções como Azulão e Modinha, ambas com letra de Manoel Bandeira. É autor de obra vasta para canto e piano e para piano.

Principais obras
Piano: Martelo op. 6 nº 1; Desafio op. 6 nº 2; Xangô opus 6 nº 3; Cantilena op. 7; Aboio op. 8; Estudos op. 9 nº 1; Scherzo op. 9 nº 2; Lembranças de S. Leopoldo op. 11 nº 1; Guriatã de coqueiro nº 2; Paquetá prelúdio op. 12; Cantos romeiros op. 13; Dois retratos op. 14 nº 1; Manuel Bandeira nº 2; Maria do Carmo; Nininha op. 15; Pedro Alvares Cabral; Álbum de Izolda op. 17; Ninanatatana op. 18; I Legenda op. 19; Dois Tangos op. 20; II Legenda op. 22; III Legenda op. 23; Devaneio op. 24; Noturno; Lamúria op. 26; Improviso op. 27; Habanera op. 28; Improviso op. 30; Romança op. 29; Madrigal op. 31; Valsas opus 32.
Canto e piano: Três Cantos nativos op. 3; Zé Reymundo op. 1; Caboclinho op. 2; Berimbau op. 4; Modinha op. 5; Azulão op. 21; Três Pontos de santo nº 1.

 

 


Fundador

Radamés Gnattali

O compositor e pianista Radamés Gnattali nasceu em Porto Alegre, em 27 de janeiro de 1906 e faleceu no Rio de Janeiro, em 3 de fevereiro de 1988. Iniciou seus estudos de piano em seu estado natal, com Guilherme Fontainha. Fixando-se no Rio de Janeiro, estudou no Instituto Nacional de Música com Agnelo França. Depois de formar-se, em 1924, começou carreira de recitalista, atuando no Rio, São Paulo e Porto Alegre. Por esta época, também tocava violino no Quarteto Oswald. Desde os anos 30, atuou em quase todas as emissoras de rádio do Rio de Janeiro, como orquestrador e como regente. O jazz marcou fortemente seu estilo orquestral, na música popular e, em certa medida, até na música erudita. De sua obra vasta, destaque-se a coleção de Brasilianas (peças para diversos instrumentos solistas e orquestra) e os muitos concertos (piano, flauta, viola, violino, violão, etc e orquestra).

Obras principais
Brasilianas (10 peças para diversas formações instrumentais); Concertos (3) para piano e orquestra; Concertino para flauta, piano e orquestra; Concertos (4) para viola e orquestra;Concertos (2) para violino e orquestra.

 

 


1ª Sucessora

Bidu Sayão

O soprano Balduína de Moreira, conhecida como Bidu Sayão, nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de maio de 1902. Foi para a França em 1922, e lá estudou com Reszke. Quatro anos mais tarde, fez sua estréia no Teatro Constanzi de Roma, inaugurando, no mesmo ano, a temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no papel de Rosina (Barbeiro de Sevilha). Depois de várias temporadas européias, foi contratada por Toscanini para apresentar-se com a Orquestra Filarmônica de Nova York. Em 1937, estreou no Metropolitan Opera House (Manon, de Massenet). Passou a fazer parte do elenco estável daquela casa. A pedido de Villa-Lobos, cantou pela última vez em 1958, no Carnegie Hall, quando foi apresentada a suite Cantos da Floresta Tropical, em cuja gravação ela também atuara. Ela residiu nos Estados Unidos até seu falecimento, em 1999.

 


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