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Marlos Nobre
Cadeira 01 |
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O compositor brasileiro Marlos Nobre nasceu em Recife, Pernambuco, em 18 de fevereiro de 1939. Estudou piano e teoria musical no Conservatório Pernambucano de Música (1948-1959), harmonia e contraponto com o Pe. Jaime Diniz (1956-1959) e composição com H.J.Koellreutter (1960) e Camargo Guarnieri (1962). Posteriormente, com uma Bolsa da Fundação Rockefeller, realizou estudos avançados de composição no Centro Latino-americano de Altos Estúdios Musicales do Instituto Torcuato Di Tella em Buenos Aires com Alberto Ginastera, Olivier Messiaen, Riccardo Malipiero, Aaron Copland e Luigi Dallapiccola (1963-1964). Estudou ainda composição com Alexandre Goehr e Günther Schüller no Berkshire Music Center em Tanglewood, USA (1969), onde trabalhou com Leonard Bernstein. No mesmo ano estudou música eletrônica no Centro de Música Eletrônica de Columbia-Princeton em New York, com Wladimir Ussachevsky. Recebeu inúmeros prêmios entre os quais os primeiros prêmios nos seguintes concursos de composição: Sociedade Germano-Brasileira de Recife (1959); Música e Músicos do Brasil, Rio de Janeiro (1960); Broadcasting Music Inc. Award, New York (1961); A Canção Brasileira, Rádio MEC, Rio (1962);Concurso International “Jeunesses Musicales”, Rio (1962); Concurso “Ernesto Nazareth” da Academia Brasileira de Música, Rio (1963); Concurso Nacional de Composição da Escola de Música da UFRJ, Rio (1963); Prêmio Torcuato Di Tella, Buenos Aires (1963); Prêmio Cidade de Santos, São Paulo (1966); Prêmio UNESCO, Paris (1974); Prêmio TRIMALCA/UNESCO, Bogotá, Colômbia (1979). Recebeu em 1966 o Prêmio “Jornal do Brasil”; em 1970 o Prêmio “Golfinho de Ouro” do Museu da Imagem e do Som” do Rio e em 1973 o Prêmio “Personalidade Global da Música”, todos eles concedidos como “Melhor Compositor” dos anos respectivos. Participou de inúmeros Festivais internacionais de Música, destacando-se: a IV e V Bienais de Paris (1965 e 1969); os Festivais “Dias Mundiais da Música” da Sociedade Internacional de Música Contemporânea, em Londres (1970); Helsinki (1978) e Amsterdam (1985); o Festival “Musik Protokoll” em Graz, Áustria (1974 e 1987); o XIX Festival “Outono em Varsóvia, Polônia (1975); os Festivais de Música de América e Espanhaem Madrid (1967 e 1970); os Festivais Interamericanos de Música em Washington, USA (1968,1971,1974,1982,1983 e 1986); o X Diorama da Música Contemporânea em Genebra, Suíça (1973); o Festival de Música de Maracaibo, Venezuela (1977); o Festival “Música do Nosso Tempo” da Universidade de Indiana, USA (1981); a EXPO “Weltkulturen und Modern Kunst”(Cultura Mundial e Arte Moderna) em Munique, Alemanha (1972); o Festival Pablo Casals em Puerto Rico (1974); o Festival “Musicultura” de Fundação Gaudeamus, Amsterdam, Holanda (1979); o 1° Festival Internacional de Música Contemporânea de La Habana, Cuba (1984); o Fórum Internacional de Música Nova no México (1984 a 2000); o 2° Festival Internacional de Música de Morélia, México (1990); “BrazilFest” Festival, Universidade de Akron, USA (1991); V Festival Latino-americano de Música de Caracas, Venezuela (1991); Festival “New Music New Haven”, Universidade de Yale, USA (1992); Festival “Piano Marathon II”, McGill University, Canadá (1992); Festival “New Music from the New World, Illinois Wesleyan University, USA (1992); Festival “Junifestwochen Zürich 92”, Salzbourg, Áustria (1992); 1° Encuentro Internacional de Música Contemporânea de Montevideo”, Uruguay (1992); 8° Festival Internacional de Música Contemporânea de Alicante, Espanha ( 1992); 6° Festival Latinoamericano de Música de Caracas, Venezuela (11993); Festival “Summergarden 1993” da Juilliard School of Music e Museum of Modern Art, New York (1993); XX Festival Internacional de Música de Espinho, Portugal (1994); Congresso Ibero-americano “Música e Sociedade nos anos 90”, Madrid, Espanha (1994); Festival “Mayo Musical” de Murcia, Espanha (1995); Concerto Inaugural da temporada 1995/96 da Juilliard School, no Lincoln Center em New York (1995); Festival Internacional de Guitarra de Weikersheim, Alemanha (1995); Festival “Sonidos de las Américas-Brazil”, Carnegie Hall de New York com a American Composers Orchestra (1996); 22° Festival Internacional Gulbenkian, Lisboa, Portugal (1998); IX Festival Internacional de Música Contemporânea de Bucarest, Romênia (1999); II Festival Latino-americano de Música”, Texas Christian University, USA (2000); Festival Bayreuth de Música Nova, Bayreuth, Alemanha (2000); XXVI Estoril International Musica Festival, Lisboa, Portugal (2000); XI Foro de Compositores del Caribe de Xalapa, México (2000);Festival Internacional Cervantino, Guanajuato, México (2000); XXIII Foro Internacional de Música Nueva “Manuel Enríquez”, México (2001); Festival “Un Puente entre Dos Milénios” del Colégio de Compositores Latinoamericanos de Música de Arte, México (2001); Festival Música Nova de Bayreuth (2001); Festival “Zauber Amazônia”, Viena (2001); Festival “Welt Welt weite Welt”,Bayreuth, Viena, Berlin, London (2002); 12° Festival Latino-amerciano de Música de Caracas, Venezuela (2002); seu Concerto Duplo para dois violões e orquestra foi apresentado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) em 20 cidades nos Estados Unidos, culminando com a apresentação no Avery Fisher Hall, New York, em 10 novembro 2002; Festival “Entzaubertes Amazonien”, Potsdam, Bayreuth,München, Viena, Paris (2003) com sua nova obra Amazônia Ignota encomendada pela Fundação Apollon de Bremen, Alemanha; XXX° Festival Internacional Cervantino e X° Festival Internacional “El Callejón Del Ruído”, ambos em Guanajuato, México (2003); sua nova peça Partita Latina encomendada pelo violoncelista mexicano Carlos Prieto foi estreada mundialmente no 6° Festival de Mayo em Guadalajara, México (2003); o 6° Festival Internacional de Música de Câmera “Virtuosi” foi organizado em sua homenagem em novembro de 2003, em Recife; em fevereiro de 2003 sua obra Canto a Garcia Lorca foi apresentada pelos violoncelistas da New York Philharmonic no Museu Guggenheim em New York; em 2004 participou do Festival Iberoamericano de Música de Puerto-Rico; do XIX Festival Internacional de Música de La Habana, em Cuba e do XXXI Festival Internacional Cervantino no México; ainda em 2004 foi o primeiro compositor-residente na história do Festival Internacional de Música de Campos do Jordão, São Paulo, para o qual escreveu sua nova obra sinfônica Kabbalah estreada em julho deste ano pela Orquestra do Festival dirigida por Roberto Minczuk; XIII e XIV Festivais Latinoamericanos de Música de Caracas, Venezuela (2005 e 2006); Festival Internacional Cervantino, Guanajuato, México (2005 e 2006); Festival “Una puente entre dos milênios”, México, 2005; New Music Festival da East Carolina University, USA (2006); Ginastera Music Festival 2006 em Londres, Inglaterra (2006); II Encontro Internacional de Percussão, Rio de Janeiro (2006); XX Incontri Internazionalli de Musica Contemporânea”, TRIESTE 2006, no Teatro Verdi, Itália. Recebeu encomendas de prestigiosas instituições nacionais e internacionais entres as quais se destacam: Companhia Brasileira de Ballet do Rio de Janeiro (1968); Serviço de Radiodifusão Educativa do Brasil (1987); Instituto Goethe de Munique, Alemanha (1972); Orquestra Sinfônica Brasileira (1973); Guitar Society de Toronto, Canadá (1977); Festival de Música de Maracaibo, Venezuela (1977); Universidade de Indiana, USA (1981); Companhia de Petróleo (Corpozulia) da Venezuela para o Bicentenário de Simon Bolívar (1982); Orquestra de Câmera de Neuchâtel, Suíça (1989); Radio Suisse Romande, Genebra, Suíça (1983); Sala Cecília Meireles, Rio (1989); XV Festival Internacional de Música de Bolzano, Itália (1989); Ministério da Cultura da Espanha para o 500° Aniversário de Descobrimento das Américas (1992); GHA Records da Bélgica (1995); Irmãos Maristas do Brasil (1997); Fundação Carlos Gomes do Pará (1999); a Universidade Livre de Música de São Paulo (1999); a Fundação Apollon de Bremen, Alemanha (2000, 2001 e 2003); do 35° Festival Internacional de Campos do Jordão, São Paulo (2004); Michigan State University, USA (2006); FESNOJIV, Caracas, Venezuela (2006); Escuela Superior REINA SOFIA de Espanha (2006). Foi compositor-residente na Brahms-Haus (Casa de Brahms) em Baden-Baden, Alemanha, a convite da Sociedade Brahms (1980/1981); em Berlin, como convidado do programa DAAD “Deutscher Akademischer Austauschdfienst” do Alemanha (1982-1983); em New York com a Guggenheim Fellowship (1985/1986); no 35° Festival Internacional de Campos do Jordão, São Paulo (2004); Foi Professor-Visitante (Visiting Professor) da Universidade de Indiana (1981), da Yale University (1992) e das Universidades de Arizona e Oklahoma em 1997. Foi “guest-composer” (compositor convidado) das Universidades de Georgia, Athens (1999) e da Texas Christian University, TCU,Texas (1999); conferencista e professor nos Cursos de Verano 2006 da Universidad Complutense, no El Escorial, Espanha, em 2006. Foi membro do jurado internacional de concursos internacionais de composição entre os quais se destacam: Reine Marie-José Prize, Genebra, Suíça (1978); Festivais Internacionais de Música Contemporânea da SIMC (New York 1976 de Montreal 1983); Prêmio ANCONA, Itália (1981 e 1983); Concurso Internacional de Violão, da Radio France, Paris (1979 e 1980); Prêmio Simon Bolívar, Caracas, Venezuela (1982); Tribuna Internacional do Filme-Música, Alemanha (1980); Concurso Internacional de Piano de Santander, Espanha (1987); Arthur Rubinstein Piano Máster Competition, Israel (1989); Prêmios Nacionais de Música de Colcultura, Bogotá, Colômbia (1996); Prêmio “Cidade de Alessandria”, Itália (1997 e1999); membro de Honra do Concurso de contrabaixo “Werther Benzi”, Itália (1997); III Concurso Internacional de Composición “Alberto Ginastera”, Las Palmas, España (2000); Presidente do Júri do Concurso de Música de Câmera do Conservatório de Música de Pernambuco, Recife (2001); Concurso de Composição do BMG Cultural e Palácio das Artes de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil (2004). Muito ativo como pianista e diretor de orquestra, atuou notadamente com: Orchestre de la Suisse Romande, Genebra, Suíça; Orchestre Philharmonique de Radio France, Paris; Collegium Academicum de Genebra; Orquestra Filarmônica do Teatro Colón de Buenos Aires; Orquestra Filarmônica de Nice, França; Orquestra Sinfônica do SODRE de Montevideo, Uruguay; as Orquestras Nacionais de Portugal, Espanha, México, Caracas, Maracaibo, Simón Bolívar da Venezuela, Peru, Guatemala e todas as orquestras do Brasil. Em 1988 dirigiu em Londres a St. John´s Smith Square Orchestra e também em Londres a Royal Philharmonic Orchestra (1990); Orquestra Nacional de Cuba (2004). Foi Diretor Musical da Radio MEC, da Orquestra Sinfônica Nacional e dos “Concertos para a Juventude” com a Rede GLOBO (1971 a 1976); primeiro Diretor do Instituto Nacional de Música da FUNARTE (1976 a 1979); Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO (1986/1987); Presidente da Academia Brasileira de Música (1985-1991); membro do Comitê Executivo do CIM/UNESCO (1980-84 e 1985-89), do qual também foi Vice-Presidente e Membro Individual (1970/1979); Membro do Conselho de Cultura do Rio de Janeiro (1973/79). Na atualidade é Presidente do Comitê Brasileiro de Música do CIM/UNESCO; Presidente da Juventude Musical do Brasil e da Editorial Música Nova do Brasil, Diretor de Música Contemporânea da Rádio MEC Brasil, Membro fundador e de número do Colégio de Compositores Latino-americanos de Música de Arte. Recebeu inúmeras condecorações importantes: a Medalha de Ouro de Mérito Cultural de Pernambuco (1978); Grande Oficial da Ordem do Mérito de Brasília (1988): Oficial da Ordem do Rio Branco do Itamaraty (1989); Oficial da Ordre des Arts et des Lettres da França; Medalha de Ouro de Mérito da Fundação Joaquim Nabuco de Pernambuco; Troféu Cultural da Cidade de Recife (2004). Recentemente recebeu as mais altas láureas concedidas pela Texas Christian University, USA a “Cecil and Ida Green Honors Professor” (2000) e pela Universidade de Indiana a “Thomas Hart Benton Medallion” (2000). Em 2005, ganha o Prêmio Tomás Luís de Victoria na Espanha, considerado como o Cervantes da Música e concedido ao compositor por unanimidade, pela primeira vez na história do prêmio. Obras principais Site: www.marlosnobre.sites.uol.com.br |
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Heitor Villa-Lobos A Bibliografia Musical Brasileira (M. R.
Pequeno, coord.; ABM, 2000) registra 84 livros num total de mais de 400 itens
bibliográficos (livros, revistas especializadas, anais de congresso ou teses acadêmicas)
sobre Villa-Lobos. Sua discografia é uma das maiores entre os compositores universais do
século XX. Sua memória é preservada em concursos, festivais e programas organizados
pela mídia, por grandes orquestras, recitalistas, universidades, teatros e outros centros
culturais de todo o mundo. Isso dá uma idéia da importância deste brasileiro, nascido
no Rio de Janeiro nos idos de 1887.
O primeiro momento da vida do maestro é a sua fase de formação. Até os 32 anos, Villa-Lobos já sedimentara sua vivência com a música dos chorões, com o folclore musical brasileiro, com o impressionismo francês e com a obra de J. S. Bach, tendo produzido obras do porte de um Uirapuru ou um Amazonas. O segundo momento está na década de 20, quando explode todo o gênio vanguardista do mestre. É a época da série dos Choros e quando Villa-Lobos inicia suas viagens a Paris. O terceiro momento corresponde à Era Vargas (1930-45) quando Villa-Lobos abraça um projeto de musicalização da infância brasileira e escreve as nove Bachianas Brasileiras. Finalmente, seu último momento, a partir dos 58 anos de idade, corresponde ao fastígio de sua carreira nos Estados Unidos. Nesta derradeira fase, Villa-Lobos adota um perfil mais neo-clássico, escrevendo concertos, sinfonias e a maioria de seus quartetos de cordas. O compositor morreu no Rio de Janeiro em 1959. Villa-Lobos fundou a Academia Brasileira de Música em 1945, tendo por modelo a Academia Brasileira de Letras e a Academia Francesa. Deixou, em testamento, seus direitos autorais para a Academia da qual foi o presidente até a sua morte. Atualmente, por recente disposição estatutária, Villa-Lobos recebeu o título de Grande Benemérito da ABM. Para maiores informações, ver também o site do Museu Villa-Lobos. |
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Ademar Nóbrega No prefácio de seu livro Os Choros de Villa-Lobos, assim se manifestou Ademar Nóbrega: "No jargão dos profissionais de outras áreas de estudo (dos economistas, por exemplo), há uma expressão empregada com alguma injustiça e muita malícia para caracterizar afirmações fáceis e/ou duvidosas sobre um assunto: isto é folclore. Pois bem: já se escreveu muito folclore sobre Villa-Lobos. É tempo de encará-lo por um ângulo de observação menos movediço que permita avaliar a rica substância de sua contribuição à música brasileira." Esta citação expressa a seriedade do estudioso que, entretanto, na intimidade era um homem alegre, afável e modesto. Ademar Nóbrega nasceu em Patos, Paraíba, em 1917. Depois de estudos iniciais de música com Gazzi de Sá, em João Pessoa, veio para o Rio de Janeiro onde se diplomou, em 1944, pelo então Conservatório Nacional de Canto Orfeônico (CNCO). Lecionou música em várias escolas do Rio e de São Paulo, inclusive no Colégio Pedro II. Foi redator da Rádio MEC e, em 1961, assumiu o cargo de professor de História da Música e Apreciação Musical do CNCO. Foi um ativo colaborador de Villa-Lobos na sua ação de educação musical. Após a morte do maestro, foi eleito para a cadeira José de Anchieta, onde sempre exerceu um importante papel nas atividades da instituição. Estava no exercício da função de secretário da ABM quando, dirigindo-se com documentos da instituição para a residência do então presidente Francisco Mignone, foi atropelado, vindo a falecer em 1979. Ademar Nóbrega escreveu dois livros importantes, ambos publicados e premiados em primeiro lugar em concurso nacional do Museu Villa-Lobos: As Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos (Rio, 1971) e Os Choros de Villa-Lobos (Rio, 1975). |
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